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Patrimônio de Domingos Brazão cresceu 23 vezes em 8 anos

Conclusão é da Polícia Federal que aponta Brazão como um dos mandantes do assassinato de Marielle Franco

Publicado sexta-feira, 29 de março de 2024 às 15:31 h | Atualizado em 29/03/2024, 15:34 | Autor: Da Redação
De 2002 a 2010 o patrimônio de Domingos Brazão passou de R$ 209 mil para R$ 5 milhões
De 2002 a 2010 o patrimônio de Domingos Brazão passou de R$ 209 mil para R$ 5 milhões -

Um relatório da Polícia Federal (PF) aponta que o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão, aumentou em 2.300% o seu patrimônio entre 2002 e 2010, passando de cerca de R$ 209 mil para R$ 5 milhões.

A conclusão consta no relatório final da PF que aponta Brazão como um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018. De acordo com a corporação, a evolução patrimonial coincide com o seu ingresso na política, em 1996.

O relatório cita reportagem do Jornal O Globo que mostra a evolução patrimonial entre 2002 e 2010. Em 2006, Brazão declarou ter crédito da compra de um apartamento, quatro frações de lotes em locais diversos e dois apartamentos, sendo o bem de mais alto valor declarado uma unidade de R$ 196 mil na avenida Sernambetiba, na Barra da Tijuca.

Já em 2010, ele lista cinco bens imóveis, três terrenos, além de uma casa e um apartamento. O maior valor declarado é referente a um apartamento de R$ 2 milhões na Barra da Tijuca. "Domingos Brazão e sua família são o exemplo dos muitos casos de sucesso no cotidiano brasileiro que misturam o ingresso na política com a ascensão patrimonial vertiginosa", avalia a PF.

Entre as empresas criadas e adquiridas pela família Brazão está a Sangue Bom Autopeças LTDA, de 1985, que em 1993 teve alteração em seu contrato social de "oficina, mecânica e lanternagem" para "comércio de veículos novos, usados e sinistrados". Ela foi encerrada em 2005, quando Brazão já exercia mandato.

Cerca de um mês depois, em abril, segundo narra a PF, o Disque-Denúncia recebeu a informação de um desmanche de veículos roubados na sede da empresa. Em novembro do mesmo ano, houve nova denúncia.

Outra situação relatada pela PF diz respeito a quatro empresas do ramo alimentício que tinham Sylvio Pinheiro como sócio. Embora declare residir em um condomínio de casas na Avenida Sernambetiba, área destinada a casas de alto padrão, Pinheiro recebeu auxílio emergencial o que, para a PF, "denota ser mero laranja".

Em 2007, Domingos Brazão foi autuado por sonegação fiscal pela Receita Federal. O auto de infração foi no valor de R$ 130 mil. A defesa de Domingos Brazão nega participação no crime.

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