PP "tem condições de ajudar a Bahia", diz Cajado sobre aliança

Presidente nacional cutucou governo, afirmando que resultados positivos da gestão estadual não foram só do PT

Publicado quinta-feira, 17 de março de 2022 às 12:44 h | Atualizado em 17/03/2022, 14:35 | Autor: Daniel Brito e Lucas Franco
Claúdio Cajado acredita que PP deverá crescer até antes das eleições
Claúdio Cajado acredita que PP deverá crescer até antes das eleições -

Presidente nacional do Progressistas, o deputado federal baiano Cláudio Cajado disse nesta quinta-feira, 17, durante coletiva de imprensa com ACM Neto (UB) e o vice-governador João Leão, que seu partido "tem condições de ajudar a Bahia", se referindo à aliança com o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo do Estado.

"O PP é o terceiro maior partido do país, nós queremos chegar em primeiro ou segundo lugar nas próximas eleições. Temos o presidente da Câmara [Arthur Lira], o ministro mais importante do governo federal [Casa Civil, Ciro Nogueira], 48 deputados federais e podemos acrescer mais até o período da janela partidária. Então temos condições de ajudar a Bahia como ajudamos no governo Rui Costa", afirmou.

Numa cutucada, Cajado disse ainda que os resultados positivos do governo estadual não foram construídos apenas pelo PT. "Todos os benefícios que foram construídos para a Bahia e os baianos não foram de um único partido, foram de uma aliança em que o PP ajudou e muito a ter os resultados em que chegamos até aqui e esperamos continuar ao lado de ACM fazendo pela Bahia e pelos baianos até agora", disse. 

Ao comentar sobre o pré-candidato da chapa governista, o secretário de Educação, Jerônimo Rodrigues, Cajado disse ter respeito pelo chefe da pasta e que separa a política de questões pessoais. "O grande cabo eleitoral da Bahia do lado do PT é o [ex-] presidente Lula. Eles estão colocando um candidato, que eu conheço, é uma pessoa pela qual tenho a maior estima, eu separo a questão política da pessoal, da minha boca vocês não verão nenhuma agressão", continuou.

O parlamentar ainda disse que a entrada do PP foi uma "consequência", em referência à quebra do acordo que tornaria João Leão governador de abril até dezembro. "Eu trabalho a política do ponto de vista dos resultados, da eficiência e da conjuntura. A conjuntura nos afastou. Nós vamos ter que respeitar e seguir em frente. E não fomos nós que tomamos essa decisão, ela foi uma consequência. Da minha parte, hoje, no momento, o ex-prefeito ACM Neto está disparado nas pesquisas, mas temos que ter a sandália baixa, continuar com a humildade e ainda mais agora que o PP chega", prosseguiu.

"Para ganhar eleição, tem que se trabalhar, fazer propostas e juntar, ter pessoas ao seu lado acreditando no projeto. Nós estamos acreditando no projeto do pré-candidato ACM Neto, ele já foi testado e aprovado duas vezes como prefeito de Salvador, nós vamos agregar as nossas ideias, nossas propostas", finalizou.

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