CÂMARA DOS DEPUTADOS
PSOL pede cassação de Eduardo Bolsonaro
Ação foi protocolada no Conselho de Ética, após deputado ter debochado de tortura sofrida por Míriam Leitão

Por Da Redação

Deputados acionaram o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) após ele debochar da tortura sofrida pela jornalista Míriam Leitão na ditadura militar. A representação será apresentada por parlamentares do PSOL, PCdoB e PT.
A ação contra Eduardo Bolsonaro já foi protocolada no Conselho de Ética. O documento do PSOL defende que Bolsonaro quebrou o "decoro parlamentar" e afirma que o deputado deve ser "punido com a perda do mandato".
A bancada do PSOL na Câmara pedirá a cassação de Eduardo Bolsonaro, informou o presidente nacional do partido, Juliano Medeiros, nas redes sociais. "Não é possível ficar inerte diante da agressão de Eduardo Bolsonaro à jornalista Míriam Leitão”.
Na representação do PCdoB, políticos do partido definem que Eduardo Bolsonaro fez "apologia a ato criminoso, como a tortura, ofendendo o Estado Democrático de Direito", requerendo "processo disciplinar.
Resposta ao post
No domingo, 3, Eduardo Bolsonaro respondeu a um post de Miriam, no qual a jornalista diz que Jair Bolsonaro é inimigo confesso da democracia, dizendo: "Ainda com pena da cobra".
Míriam foi presa durante a ditadura militar e torturada com tapas, chutes e golpes que abriram sua cabeça. Além disso, teve de ficar nua em frente a 10 soldados e três agentes de repressão e passar horas trancada em uma sala com uma jiboia —a cobra citada por Eduardo Bolsonaro. Na época, a jornalista estava grávida de um mês e era militante do PCdoB.
Não foi a primeira vez que a família Bolsonaro exaltou abusos cometidos durante o período da ditadura militar (1964-1985). Quando deputado, Jair Bolsonaro (PL) fez elogios a Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI do II Exército, condenado em 2008 por tortura.
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