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CONGRESSO NACIONAL

Senado aprova taxação de investimentos no interior e fundos exclusivos

Apenas oito senadores registraram votos contrários à taxação das chamadas “offshores”

Lula Bonfim
Por Lula Bonfim
Wagner comemorou aprovação da lei que taxa os mais ricos do Brasil
Wagner comemorou aprovação da lei que taxa os mais ricos do Brasil - Foto: Waldemir Barreto | Agência Senado

O Senado Federal aprovou, na tarde desta quarta-feira, 29, um projeto de lei para a taxação de fundos exclusivos e das offshores. A aprovação da medida foi considerada como mais uma vitória do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta aumentar a arrecadação já em 2024, visando cumprir a meta fiscal.

Após a sanção presidencial, a nova lei autorizará a cobrança de uma alíquota anual de 15% sobre investimentos no exterior — chamados de “offshores” — e sobre fundos de investimento de longo prazo personalizados para pessoas de alta renda — conhecidos como “fundos exclusivos”.

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No caso dos fundos exclusivos de curto prazo, com até um ano, a alíquota anual prevista é maior, na faixa de 20%. Por outro lado, quem optar, de forma voluntária, por atualizar os rendimentos obtidos no exterior até 31 de dezembro deste ano pagará apenas 8%.

De acordo com o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), a medida deve fazer com que a gestão federal arrecade R$ 3,5 bilhões extra ainda em 2023, além de R$ 25 bilhões em 2024.

“A regra é clara: quem tem mais contribui mais! Estamos falando de 0,5% da população que nunca pagou impostos. Nosso governo não penaliza os pobres, não corta investimentos e nem dinheiro da educação ou da saúde. Nosso governo faz justiça social”, comemorou Randolfe nas redes sociais.

Segundo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), a medida aprovada possibilitará a isenção do imposto de renda para todos os brasileiros que recebem até dois salários mínimos.

“Menos de 100 mil brasileiros possuem contas offshore com um patrimônio de mais de R$ 1 trilhão no exterior, enquanto menos de 20 mil pessoas têm fundos fechados no Brasil, com um patrimônio aplicado de cerca de R$ 450 bi”, apontou Wagner, em publicação no Twitter.

Na avaliação do representante da Bahia, com a aprovação da nova lei, o governo “passa a dar aos ricos o mesmo tratamento dado ao cidadão comum que tem pequenos investimentos no Brasil e já paga imposto sobre eles”.

O projeto foi aprovado após acordo das lideranças no Senado, mas registrou o voto contrário de pelo menos oito senadores: Carlos Portinho (PL-RJ), Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), Soraya Thronicke (Podemos-MS), Cleitinho (Republicanos-MG), Jorge Seif (PL-SC), Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF).

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