Weintraub após prisão de Milton Ribeiro: “Vão aparecer mais coisas”

Ex-aliado de Jair Bolsonaro (PL), Abraham Weintraub tem feito duras críticas a gestão do presidente

Publicado quarta-feira, 22 de junho de 2022 às 18:51 h | Atualizado em 22/06/2022, 19:01 | Autor: Da Redação
"A equipe que gerou todo esse caroço continua lá", apontou o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub
"A equipe que gerou todo esse caroço continua lá", apontou o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub -

O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub comentou a respeito das prisões nesta quarta-feira, 22, do também ex-titular da pasta Milton Ribeiro e dos pastores acusados de fazerem parte de um gabinete paralelo que negociava recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) a políticos de partidos do chamado “Centrão”.

Segundo Weintraub, outros casos de suspeita de corrupção devem surgir após a prisão de Ribeiro. “O Milton Ribeiro saiu e a turma toda ficou. Então, eles continuam atuando. Tem muito mais coisas acontecendo no MEC e em algum momento vai acontecer. Eu vi como é a sanha do pessoal, o pessoal é desesperado”, disse o ex-ministro a coluna “Lauro Jardim” de O Globo.

“A equipe que gerou todo esse caroço continua lá. Os desgastes vão continuar, vão aparecer mais coisas. E, se não aparecer agora, vai aparecer ano que vem. O pessoal está trabalhando, todo dia acorda e vai trabalhar. E gente errada trabalhando faz coisa errada”, destacou também o ex-titular da Educação.

Weintraub segue em rota de colisão com a família Bolsonaro desde que deixou de ser aliado do presidente. Ele insiste em manter a sua candidatura ao governo de São Paulo, mesmo com Tarcísio de Freitas sendo escolhido por Bolsonaro para disputar o eleitorado paulista no pleito deste ano.

Recentemente, Weintraub chegou a projetar que Bolsonaro não deverá ser reeleito ao Planalto por causa da inflação e de escândalos.

“Eu acho que 80% da derrota do governo Bolsonaro virá por conta da inflação e 20% por causa das promessas não cumpridas, não só por suspeita de corrupção, mas também de não ter cumprido promessas, desde a mudança da Embaixada em Jerusalém, que ele não vai entregar” analisou o ex-ministro.

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