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EX-ALIADO

Weintraub diz que Bolsonaro ameaçou demiti-lo do Banco Mundial

Presidente teria dito para ex-ministro abrir mão de eventual pré-candidatura ao governo de São Paulo

Da Redação
Por Da Redação
Ex-ministro voltou a criticar aliança do governo com o centrão
Ex-ministro voltou a criticar aliança do governo com o centrão - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom l Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro pressionou o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub a abrir mão de uma eventual pré-candidatura ao governo de São Paulo, afirmou Arthur Weintraub, irmão do ex-titular do MEC. O chefe do Palácio do Planalto apoia a pré-candidatura do ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao Palácio dos Bandeirantes.

Em uma transmissão no domingo, 24, Arthur afirmou que recebeu mensagens de "intermediários" da Presidência, no final de 2020, após críticas públicas à aliança do governo com o centrão. De acordo com os Weintraub, o presidente ameaçou demitir Abraham do cargo de diretor-executivo do conselho do Banco Mundial, uma indicação do próprio Bolsonaro.

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"Quando chega em novembro, o presidente me liga (e fala): 'O negócio é o seguinte: se continuar com essa história de governador... Vocês não estão ganhando em dólar? Vocês perdem isso daí. Vocês podem ficar aí por vários anos, mas vocês têm que sumir. Desaparece da internet. Some. Para de falar. E não voltem para o Brasil'", declarou Arthur, em uma sala virtual com o ex-ministro Ernesto Araújo, do empresário Victor Metta e o blogueiro Paulo Enéas, do site Crítica Nacional.

Abraham Weintraub se mudou para os Estados Unidos em junho de 2020, após deixar o MEC. Na época, ele era o centro de várias polêmicas, principalmente depois de defender a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e os chamar de "vagabundos" em uma reunião ministerial.

Ainda na transmissão, Arthur disse que, em outra ocasião, Bolsonaro debochou do fato de Abraham não ter gostado do tom das pressões, já que sem o cargo ele seria obrigado a retornar ao Brasil, onde, segundo os irmãos, eles estariam ameaçados de morte.

Abraham, por sua vez, voltou a criticar o presidente por ter "se identificado com o centrão" e se tornado "refém" de Valdemar da Costa Neto, presidente do PL. O ex-ministro afirmou ainda que, durante sua gestão na pasta, não houve "foto em bíblia nem ônibus superfaturado", em referência a escândalos ocorridos na administração de Milton Ribeiro.

"O presidente Bolsonaro infelizmente desistiu de lutar contra o sistema. Quem anda com bandido ou vira bandido ou vai ser estraçalhado. Não tem alternativa. Às vezes, (acontece) os dois", disse o ex-ministro.

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