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Brasileiro desembarca no Rio após detenção em Londres

Publicado segunda-feira, 19 de agosto de 2013 às 09:19 h | Atualizado em 19/11/2021, 05:26 | Autor: Agência Estado
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O brasileiro David Miranda, de 28 anos, desembarcou no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio, na manhã desta segunda-feira, 19, após ficar detido por quase nove horas neste domingo, 18, por oficiais da Scotland Yard no aeroporto de Heathrow, em Londres, na Inglaterra. Ele é companheiro de Glenn Greenwald, jornalista norte-americano radicado no Rio, que revelou em reportagens no jornal britânico The Guardian os métodos utilizados pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) para espionagem de cidadãos e governos de vários países, entre eles o Brasil.

As informações foram vazadas para Greenwald por Edward Snowden, ex-agente da Agência Central de Inteligência americana (CIA, na sigla em inglês), atualmente radicado na Rússia. "Eu fiquei numa sala, tiveram seis agentes diferentes, entrando e saindo, falando comigo. Fizeram perguntas sobre a minha vida inteira, sobre tudo, levaram o meu computador, videogame, celular, meus memory cards, tudo", contou Miranda à TV Globo, após desembarcar no Rio.

Miranda foi detido com base no artigo 7 da Lei Antiterrorismo britânica, de 2000, que permite a interceptação de indivíduos, pesquisa e aplicação de interrogatório em aeroportos, portos e áreas de fronteira. O brasileiro chegou ao aeroporto de Heathrow após sair de Berlim. Na Alemanha, ele havia se encontrado com a documentarista Laura Poitras, para dar prosseguimento ao documentário que Glenn Greenwald está fazendo sobre as informações da NSA. Na volta da Alemanha, ele faria uma escala de apenas duas horas em Londres.

Por volta das 8h30 de domingo (horário de Londres), Miranda foi informado de que passaria por um interrogatório. Sem qualquer acusação contra ele, foi liberado somente às 17h. Após se encontrar com o companheiro no aeroporto do Rio, Greenwald disse que a detenção de Miranda foi uma tentativa de intimidá-lo. "Agora vou ser mais radical com minhas reportagens no The Guardian. Tudo isso foi uma tentativa clara de intimidação."

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