Bruno terá que cortar gastos em 2021 por conta da pandemia, avalia Neto

Publicado terça-feira, 29 de dezembro de 2020 às 12:42 h | Atualizado em 29/12/2020, 13:08 | Autor: Fernando Valverde

Na reta final do seu mandato, o prefeito ACM Neto traçou um panorama do que espera o seu sucessor, o vice-prefeito Bruno Reis, para o 1º ano da nova gestão. De acordo com o gestor, que ficou 8 anos à frente da Prefeitura de Salvador, 2021 será um ano difícil para os cofres públicos e Bruno terá o desafio de "apertar os cintos".

"Quando fizemos o balanço financeiro da gestão, chamamos a atenção para o fato de que o ano de 2021 provavelmente será um ano mais difícil e mais desafiador para as receitas públicas do que foi o ano de 2020. Por um lado é porque você não tem espaço para aumentar imposto e por outro porque essas recomposições, essas transferências federais, elas não vão acontecer na mesma proporção que aconteceram em 2020", avaliou.

Neto usou momentos dos seus mandatos como exemplo que podem ser seguidos nos momentos que o prefeito eleito precise usar a caneta para enxugar o déficit nas contas da cidade.

"Eu fiz isso várias vezes. Não foi uma, nem duas. Fiz várias vezes ao longo da minha gestão. Fiz quando comecei e fiz sempre que foi preciso. Quando veio aquela crise de 2015, que gerou uma queda brutal de receita para a prefeitura eu apertei o cinto. Esse ano também, quando veio a pandemia, que a gente não sabia ainda o tamanho do problema, também cortei, inclusive o meu próprio salário pela metade, o de Bruno também. E por isso vocês terão que ter compreensão com o prefeito, terão que ter a compreensão de que ele, provavelmente, terá que sentar na cadeira e apertar o cinto, segurar despesa e cortar gastos", disse.

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