Carlos Wizard e Filipe Martins recorrem ao STF contra quebra de sigilo, mas ministra mantém

Publicado quarta-feira, 16 de junho de 2021 às 17:33 h | Atualizado em 16/06/2021, 17:34 | Autor: Da Redação

O empresário Carlos Wizard e o assessor especial da presidência da República, Filipe Martins, tiveram recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a quebra de sigilo requerida pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid negado pela ministra Rosa Weber.

Na sessão desta quarta-feira, 16, antes do depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, os senadores aprovaram os requerimentos. Apontado como possível financiador do gabinete paralelo que atuava junto ao Governo Federal no enfrentamento à pandemia de Covid-19, Wizard teve os sigilos fiscal e bancário quebrados a pedido da comissão.

Em sua decisão, a ministra Rosa Weber justificou que é preciso apurar a troca de mensagens de Wizard, e que se realmente existiu um gabinete que determinava diretrizes sanitárias, paralelo ao Ministério da Saúde, se "constitui um fato gravíssimo".

"A eventual existência de um Ministério da Saúde Paralelo, desvinculado da estrutura formal da Administração Pública, constitui fato gravíssimo que dificulta o exercício do controle dos atos do Poder Público, a identificação de quem os praticou e a respectiva responsabilização e, como visto, pode ter impactado diretamente no modo de enfrentamento da pandemia", escreveu a ministra.

Filipe Martins, famoso por fazer um gesto supremacista branco no Senado, teve o sigilo quebrado por ter participado da negociação de vacinas pelo governo brasileiro, conforme apontado pelo ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. 

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