Chamado de 'marido enganado' por militares em 87, Bolsonaro teria sido traído também por 2ª esposa

Publicado sexta-feira, 03 de setembro de 2021 às 16:25 h | Atualizado em 03/09/2021, 16:42 | Autor: Da Redação

Chamado de "marido enganado" por colegas militares em carta espalhada em 1987 na Escola Superior de Aperfeiçoamento de Oficiais (Esao), da Academia Militar das Agulhas Negras, Jair Bolsonaro teria sido traído também por Ana Cristina Siqueira Valle, a sua segunda esposa e mãe de Jair Renan. A revelação foi feita pelo ex-funcionário da família, Marcelo Luiz Nogueira, em entrevista ao colunista Guilherme Amado, do portal Metrópoles, que contou que Ana teve um caso com o segurança que fazia a escolta do então deputado federal.

Após descobrir a traição, segundo Marcelo, Bolsonaro teria tirado Ana Siqueira do comando do esquema de rachadinha nos gabinetes de Flávio e Carlos Bolsonaro.

Logo em seguida, o empregado da família também deixou o cargo que tinha no gabinete de Flávio, já que ele era muito próximo de Ana e já acompanhava o caso extraconjugal com o bombeiro.

“Porque ela era muito chegada a mim, não tinha amigos de verdade, então a gente saía junto, eu que ia com ela para as festas e coisa e tal. Então, quando ela começou a ficar com o Luiz, eu já comecei a ficar meio assim, porque o Bolsonaro sempre confiou muito em mim. Até em relação ao Jair Renan também, nos finais de semana eu ia dormir lá na casa deles. Quando Bolsonaro ia para Brasília, ele me pedia para dormir na casa lá. Então foi nesse período que eu dormia lá que ela começou a botar o Luiz para dentro de casa”, revelou Marcelo, que também contou que Ana queria torná-lo "escravo", com pagamento abaixo do valor acordado e sem assinar a carteira e cumprir com os deveres trabalhistas.

Esta é a segunda vez que vem à tona um caso de traição sofrida por Bolsonaro. Ainda em 2018, vazou na internet um dossiê do Ministério do Exército sobre Bolsonaro, que expuseram diversos fatos comprometedores contra o atual presidente, como o planejamento de atentados com bombas contra congelamento salarial de militares em 1987.

Foi neste ano que circulou uma carta na Esao endereçada ao "Capitão Bolsonaro" intitulada "O exemplo começa em casa". O texto questionava a tentativa de Bolsonaro liderar um grupo de militares e se apresentar como "porta-voz", enquanto todos ali sabiam que a sua esposa, Rogéria, o traía em diversas oportunidades.

"Procure averiguar os passeios da sua esposa (Rogéria) com a prostituta da Magda (esposa do Maj. Moraes) nas casas de programa e nas festinhas de embalo que essas compareciam durante o dia", diz o primeiro tópico da carta. "Procura averiguar por onde a mesma andou (motéis) durante as tardes que você estava nos exercícios da Esao em Campinas, Rondonópolis e Brasília", acrescenta outro.

A carta traz ainda insinuações de que Rogéria traía Bolsonaro também na faculdade e sugere que ele procure saber sobre a nova amiga da esposa que "possui um chevette vermelho".

"Quando pensares que é líder, lembre-se que a maioria da Vila Militar sabe dessas histórias de sua esposa", complementa.

Imagem ilustrativa da imagem Chamado de 'marido enganado' por militares em 87, Bolsonaro teria sido traído também por 2ª esposa
 

Publicações relacionadas