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11/08/2023 às 20:42 - há XX semanas | Autor: AFP

POLÍTICA

Confira quem são os potenciais presidenciáveis nas eleições argentinas

Veja os nomes da base e oposição que poderão fazer a corrida para o comando da Argentina

Eleitor checando listas de candidatos em dia de eleições prévias na Argentina
Eleitor checando listas de candidatos em dia de eleições prévias na Argentina -

O carismático ministro da Economia de uma Argentina em crise disputa a candidatura presidencial com um líder de movimentos sociais próximo ao papa Francisco.

O conciliador prefeito de Buenos Aires quer se impor a uma ex-ministra da Segurança linha-dura.

E, novidade nessas primárias, um libertário antissistema com discurso de extrema direita promete acabar com "a casta política".

Estes cinco personagens, além de uma dupla de aspirantes da minguada esquerda, vão definir, nas eleições primárias de domingo, quem serão os candidatos às presidenciais de 22 de outubro na Argentina.

- Massa, a habilidade política -

Advogado de 51 anos, Sergio Massa assumiu o ministério da Economia há um ano, em um dos piores momentos da prolongada crise argentina. Sorridente e elegante, tem a habilidade de apresentar as dificuldades como conquistas, ao menos entre seus adeptos.

"Veio pôr ordem no ministério. Foi uma tarefa hercúlea", disse à AFP o líder peronista Jorge Ferraresi. Apesar da inflação (115% em um ano) e da pobreza (40%) estarem em picos históricos, a vice-presidente, Cristina Kirchner, o elogia: "Sergio, você assumiu em um momento muito difícil, muito complexo. Você não se encolheu, foi para frente e isso sempre é bom", disse a dirigente da coalizão governista Unión por la Patria (União pela Pátria).

Ambicioso, Massa fez e desfez alianças políticas. Em 2013, criou o Frente Renovador (Frente Renovadora), um partido de centro como alternativa a Kirchner, de quem foi chefe de gabinete entre 2008 e 2009.

"Tem um ponto forte: é uma pessoa muito próxima do círculo de poder da política, da mídia e dos empresários", descreveu a cientista política Paola Zubán.

Filho de imigrantes italianos, Massa cresceu na periferia de Buenos Aires. É casado e tem dois filhos.

- Grabois, fé e movimentos sociais -

Expoente dos movimentos sociais, Juan Grabois desafia, com sua candidatura, a unidade do peronismo em torno do nome de Massa.

Advogado, sociólogo, professor, escritor, editor e pianista amador, este homem de 40 anos, próximo do papa Francisco, quer representar os setores mais à esquerda dentro do Unión por la Patria.

Embora as pesquisas de opinião não considerem nem de perto suas chances de conseguir a candidatura governista, este processo eleitoral o lançou na política partidária, após duas décadas dedicadas à organização da economia popular.

- Rodríguez Larreta, o moderado -

Moderado, de carácter metódico e orador recalcitrante, o direitista Horacio Rodríguez Larreta se apresenta como um "realizador". Economista, 57 anos, cofundou com o ex-presidente Mauricio Macri o partido Proposta Republicana (PRO) e representa a ala mais inclinada ao diálogo da aliança opositora Juntos por el Cambio. Anteriormente, fez parte de diversos governos, incluindo os de Carlos Menem (1989-1999), um peronista liberal, e de Fernando de la Rúa (1999-2001).

Seu nome cresceu sob a sombra de Macri, de quem foi chefe de gabinete na Prefeitura. Mas se desvinculou gradativamente até que, em fevereiro formalizou sua pré-candidatura presidencial sem esperar a decisão do ex-presidente.

Ele conta que sempre sonhou em ser presidente: "Aos 6 anos, já dizia isso na escola", declarou, embora admita que "desde pequeno me diziam que não tinha carisma, que não tinha temperamento. Venho trabalhando nisso há anos".

Cresceu em uma família em que a política esteve presente. Seu pai, chamado Horacio como ele, participou do governo de Arturo Frondizi (1958-1962). Em 1977, foi sequestrado pela ditadura e libertado dez dias depois.

Rodríguez Larreta é separado e tem duas filhas.

- Bullrich, a linha-dura -

Com 67 anos e envolvida na política desde a adolescência, quando militou na Juventude Peronista nos turbulentos anos 1970, em plena atividade da guerrilha Montoneros, Patricia Bullrich se apresenta como linha-dura, sem meias palavas em um país em crise. "É tudo ou nada", diz em suas mensagens publicitárias.

A história de sua família se mistura com a da Argentina. Seu bisavô, Honorio Pueyrredón, foi um dirigente radical renomado (social-democrata). A família Bullrich foi proprietária da mais importante casa de leilões de gado de Buenos Aires no século XIX. Seu cunhado, Rodolfo Galimberti, foi um líder importante dos Montoneros. E sua prima, Fabiana Cantilo, é um nome de destaque do rock nacional.

Foi ministra de Segurança no governo Macri (2015-2019) e ministra do Trabalho no de Fernando de la Rúa (1999-2001). Atual presidente do partido PRO, cultivou a imagem de mulher decidida e intransigente.

"A coragem, a decisão e a firmeza a caracterizam. Tem grande capacidade de avaliação política", disse à AFP Fernando Iglesias, dirigente muito próximo dela.

Bullrich tem um filho, Francisco Langieri, nascido em 1979, quando voltou à Argentina depois de passar alguns anos no exílio com seu companheiro da época, Marcelo "Pancho" Langieri. Seu marido atual é o advogado Guillermo Yanco.

- Milei, contra a casta -

"A casta tem medo". "Viva a liberdade, caralho!", clama o economista Javier Milei, de 52 anos, um deputado libertário e de extrema direita que sacudiu o cenário político argentino.

Com propostas que vão de eliminar o Banco Central a permitir a venda livre de órgãos humanos, Milei é seguido em seus atos de campanha sobretudo por homens jovens irritados ou indignados com o que ele define como a "casta política".

O amor pelos cães da raça mastim e a relação próxima com a irmã, Karina formam, segundo suas próprias palavras, seu círculo afetivo mais imediato.

Nas legislativas de 2021, sua primeira eleição, seu partido, o Libertad Avanza (Liberdade Avança) foi a terceira força política mais votada na cidade de Buenos Aires, com 17%.

Mas nas últimas semanas, seu nome foi ofuscado por denúncias de ex-colaboradores, segundo os quais ele exigia pagamentos em dólares para inscrever candidaturas às eleições presidenciais e parlamentares de outubro.

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