POLÍTICAS PARA MULHERES
Conselho da Mulher em Salvador pode passar por maior reforma desde 1985
Projeto do Executivo enviado à Câmara Municipal atualiza legislação original

O prefeito Bruno Reis (União Brasil) enviou à Câmara Municipal de Salvador, um projeto de lei que reformula as regras de funcionamento do Conselho Municipal da Mulher (CMM), órgão que atualmente passa por processo de reativação.
Na prática, a proposta, enviada no último dia 7 deste mês, funcionará da seguinte forma:
- atualiza a legislação que criou o conselho em 1985;
- propõe políticas públicas voltadas às mulheres da capital baiana;
- redefine a composição do órgão;
- e estabelece novas regras para escolha das representantes e funcionamento interno.
Uma das principais mudanças previstas no texto é a vinculação direta do conselho à Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), comandada pela secretária Fernanda Lordelo.
Estrutura do novo conselho
O conselho passará a ter 48 conselheiras, sendo 24 titulares e 24 suplentes, divididas igualmente entre representantes da Prefeitura de Salvador e da sociedade civil:
- 12 representantes do poder público
- 12 representantes da sociedade civil
Pelo lado da gestão municipal, o conselho contará com representantes de áreas como saúde, educação, transporte, cultura, reparação e sustentabilidade, com o objetivo de integrar políticas para mulheres em diferentes setores da administração.
Já entre as vagas da sociedade civil, o projeto prevê participação de segmentos específicos, como:
- empregadas domésticas
- movimento negro
- juventude
- religiões
- quilombolas e indígenas
- universidades
- movimento LGBTQI+
- enfrentamento à gordofobia
Como será a escolha das representantes?
O projeto cria um processo eleitoral formal para escolha das representantes da sociedade civil. Segundo o texto, as entidades interessadas deverão:
- se inscrever no processo
- disputar vagas dentro dos respectivos segmentos
- participar da votação
A proposta prevê ainda a criação de uma comissão eleitoral responsável por organizar e fiscalizar a eleição. O processo deverá ser divulgado oficialmente no Diário Oficial do Município (DOM).
Alternância na presidência
O mandato das conselheiras será de dois anos e a presidência deixará de ser fixa. O projeto estabelece um sistema de alternância entre poder público e sociedade civil.
Assim, se em um mandato o comando do conselho ficar com uma representante da Prefeitura, no seguinte a presidência deverá ser ocupada obrigatoriamente por uma representante da sociedade civil.
Entenda a tramitação
O projeto do Executivo ainda passará pelas comissões temáticas da Câmara Municipal, responsáveis por analisar aspectos jurídicos e administrativos da proposta.
Depois dessa etapa, o texto será votado em plenário pelos vereadores. Se aprovado, seguirá para sanção do prefeito e só passará a valer após publicação oficial no Diário Oficial do Município (DOM).
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