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CPI da Covid ouve dono e diretora da Precisa Medicamentos

Da Redação

Por Da Redação

14/07/2021 - 9:41 h

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Depoentes estão protegidos com habeas corpus e o direito de não se incriminar | Foto: Leopoldo Silva | Agência Senado
Depoentes estão protegidos com habeas corpus e o direito de não se incriminar | Foto: Leopoldo Silva | Agência Senado -

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 ouve nesta quarta-feira, 14, o dono da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, e a diretora-executiva da empresa, Emanuela Medrades. A empresa é investigada por irregularidades na compra da vacina Covaxin pelo Ministério da Saúde. A Precisa foi a intermediária do negócio (confira o link ao vivo abaixo).

O Ministério da Saúde comprou o imunizante indiano por R$ 1,6 bilhão, valor que foi empanhado. A Precisa solicitou um adiantamento milionário para Madison Biotech, com sede em Cingapura, que não foi concretizado devido ao servidor Luís Ricardo Miranda, que já depôs na CPI.

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A negociação com supostas irregularidades motivou a abertura de uma inquérito da Polícia Federal para apurar se o presidente Jair Bolsonaro cometeu o crime de prevaricação. O chefe de estado foi alertado pelo servidor do Ministério da Saúde e seu irmão, o deputado federal Luís Miranda, mas nada fez, como ele próprio admitiu.

O dono da Precisa, Maximiano tem sob investigação vários negócios com órgãos públicos, inclusive o próprio Ministério da Saúde. Além de sua atuação na compra da Covaxin, uma de suas empresas foi denunciada pelo MPF (Ministério Público Federal) por ter descumprido um contrato de R$ 20 milhões para entrega de medicamentos raros.

Já a diretoria da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, tinha depoimento marcado para a terça-feira, 13. Ela compareceu a oitiva, mas permaneceu calada, já que recebeu habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF). Os senador da comissão questionaram o presidente do STF, Luís Fux sobre os limites do habeas corpus e marcaram o novo depoimento para esta quarta.

Após recorrer ao Supremo, Maximiano e Emanuela serão ouvidos pela CPI com direiro a habeas corpus. Eles foram obrigados a comparecer, mas podem ficar em silêncio com base no direito a não se incriminar. A opção vale exclusivamente para perguntas que tragam risco de autoincriminação. As restantes devem ser respondidas.

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