CPI quebra sigilo bancário e fiscal de Carlos Wizard e sócios de farmacêuticas

Publicado quarta-feira, 16 de junho de 2021 às 11:37 h | Atualizado em 19/11/2021, 12:16 | Autor: Da Redação

A Comissaão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 aprovou nesta quarta-feira, 16, a quebra dos sigilos telefônico, telemático, fiscal e bancário dos empresários Carlos Wizard, Francisco Emerson Maximiano, Renato Spallici, Renata Spallici e José Alves Filho. O objetivo é investigar o envolvimentos do empresários na propagação de remédios comprovamente ineficazes e se houve algum ganho financeiro com isso.

Carlos Wizard é apontado como um dos integrantes do 'gabinete paralelo', um grupo de pessoas que aconselhavam o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e definiam diretrizes da postura negacionista do governo no enfrentamento à pandemia.

O empresário foi convocado a depor à CPI nesta quinta-feira, 17, mas alega estar nos Estados Unidos e solicitou uma oitiva virtual, já negada. Os senadores da CPI não descartam a possibilidade de uma condução coercitiva.

Nesta quarta, Wizard voltou a pedir para depor de forma virtual. Para comprovar estar nos Estados Unidos ele apresntou um "print" do site da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA que, segundo a defesa, atesta a entrada de Carlos em solo americano no dia 14 de abril. O documento está sob sigilo.

Além de Wizard, outros empresários que tiveram sigilos quebrados.Francisco Emerson Maximiano, Renato Spallici, Renata Spallici e José Alves Filho. Eles são diretores de empresas farmacêuticas responsáveis pela produção de remédios ineficazes contra a Covid-19 defendidos pelo governo como Cloroquina e Ivermectina.

O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) afirmou que a medida é necessária para apuração pela CPI de eventual enriquecimento ilícito das farmacêuticas fabricantes de medicamentos do chamado "kit Covid".

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