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Dayane Pimentel se diz 'ameaçada' com post de Eduardo Bolsonaro e cita relação com milícias

Publicado às | Atualizado em 13/09/2021, 15:18 | Autor: Luiz Felipe Fernandez
Foto: Reprodução I Instagram
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A deputada federal Dayane Pimentel (PSL) compartilhou uma publicação do também parlamentar, Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, em que ela aparece com um alvo desenhado em sua cabeça e a frase "traidora nível hard". A professora baiana apoiou Bolsonaro na eleição de 2018, mas rompeu no ano seguinte após o presidente articular a indicação de Eduardo para assumir a liderança do PSL na Câmara.

Dayane relatou que se sente "ameaçada" com o teor da publicação, citando a suspeita de relação do clã Bolsonaro com "milícias" no Rio de Janeiro. O ex-PM Adriano da Nóbrega, um dos chefes do "Escritório do Crime", foi condecorado por Flávio Bolsonaro, então deputado estadual, em 2003 e 2005, com honrarias, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Adriano também tinha familiares que trabalharam no gabinete de Flávio e são suspeitos de participarem do esquema de "rachadinha" comandado por Fabrício de Queiroz.

"Um filho do Presidente da República, ao que tudo indica ligado à milícias, posta uma foto minha com um alvo em meu rosto. Isso é uma ameaça???? Deixo registrado que me sinto amplamente ameaçada por esses tiranos", escreveu a parlamentar no Twitter. Em nota enviada à imprensa, ela confirmou que vai "tomar todas as medidas cabíveis" na Justiça contra o filho do presidente.

A foto foi compartilhada por Eduardo nos stories em seu perfil do Instagram. Antes, ele publicou uma notícia sobre a participação de Dayane e de Alberto Pimentel, ex-vereador e secretário de Gabinete da Prefeitura de Salvador, ambos ex-bolsonaristas, no ato contra o governo neste domingo, 12, em São paulo.

Candidata à Prefeitura de Feira no ano passado, Dayane também publicou a foto em seu perfil no Instagram, onde elevou o tom contra Eduardo e a família Bolsonaro. Segundo ela, em 2018 ele chegou ao poder com a promessa de que lutaria contra os criminosos, mas agora "querem combater mulheres comprometidas com o país".

"Na falta de ter do que me acusar ( pois não tenho funcionários fantasmas nem sou adepta da corrupção e milícias) o que sobra é esbravejar o ódio em cima de mim", escreveu.

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