POLÍTICA
Defesa de Glenn Greenwald diz que denúncia é 'expediente tosco'


A defesa do jornalista norte-americano Glenn Greenwald, responsável pelo site The Intercept Brasil, disse nesta terça-feira, 21, em nota, que recebeu a informação sobre a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra ele na operação Spoofing – que investiga invasões de celulares de autoridades – "com perplexidade".
"Trata-se de um expediente tosco que visa desrespeitar a autoridade da medida cautelar concedida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 601, do Supremo Tribunal Federal, para, além de ferir a liberdade de imprensa, servir como instrumento de disputa política", diz a nota, ao citar a liminar de Gilmar Mendes.
Para os advogados Rafael Borges e Rafael Fagundes, o objetivo da denúncia "é depreciar o trabalho jornalístico de divulgação de mensagens realizado pela equipe do The Intercept Brasil". A defesa também diz que vai recorrer da decisão e pedir apoio à Associação Brasileira de Imprensa.
Segundo a denúncia, assinada pelo procurador da República Wellington Divino de Oliveira, Greenwald teria auxiliado, orientado e incentivado as atividades criminosas do grupo. Ele não tinha sido investigado ou indiciado na operação Spoofing. Justiça ainda decidirá se recebe a denúncia.
Mais denunciados
Em nota, a defesa de Walter Delgatti Neto, Gustavo Henrique Elias Santos e Suelen Oliveira afirma que a denúncia apresentada pelo procurador confirma que as acusações "são de cunho político, desprovidas de qualquer embasamento técnico". Para o advogado Ariovaldo Moreira, que assina o texto, a denúncia desrespeita diversas garantias constitucionais e legais.