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ELEIÇÕES 2024

Ao menos 12 vereadores podem mudar de partido na CMS

Aparecido Silva | Foto: Felipe Iruatã | Ag. A Tarde
Por Aparecido Silva | Foto: Felipe Iruatã | Ag. A Tarde
Vereadores se preparam para eleição sem coligação proporcional
Vereadores se preparam para eleição sem coligação proporcional - Foto: Felipe Iruatã | Ag. A Tarde

De olho nas eleições municipais do ano que vem, muitos vereadores na Câmara de Salvador (CMS) estão articulando migração de partido. Alguns estão sendo forçados, por diversos fatores, a buscar nova agremiação, outros procuram legenda com maior possibilidade de reeleição. Inclusive, o pleito de 2020 terá como novidade a impossibilidade da coligação para os cargos do Legislativo, o que deve dificultar a conquista de uma das 43 cadeiras da Casa municipal.

Recentemente, o PV informou aos seus três vereadores, Henrique Carballal, Paulo Magalhães Júnior e Sabá, que a legenda não estará disponível para a eleição. O objetivo do partido é lançar novos nomes com maior identidade com a causa ambiental. O trio de vereadores aguarda conversas com o prefeito ACM Neto (DEM) para definir o futuro partidário.

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Situação semelhante pode ocorrer no PHS, partido que integra a base governista. Em setembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou a fusão da sigla com o Podemos, legenda oposicionista na CMS. Com isso, de acordo com o líder do PHS, vereador Teo Sena, a tendência é que os quatro legisladores deixem o partido. “Até o momento, a Câmara não foi notificada sobre essa fusão. Se fundir, realmente, com o Podemos, não ficaremos. A não ser que o Podemos migre para a base do prefeito ACM Neto”, condicionou. Além de Sena, o PHS possui na Câmara os vereadores Isnard Araújo e Fábio Souza, e a vereadora Cátia Rodrigues.

O Podemos, inclusive, perdeu metade da sua bancada. Os vereadores José Trindade e Carlos Muniz anunciaram a saída do partido e buscam novo abrigo. Muniz afirma que está com conversas avançadas para se filiar ao PDT. “A tendência maior é essa, que eu vá para o PDT. Só estou esperando uma conversa com o presidente estadual do partido [deputado federal Félix Mendonça Júnior]”, apontou. O legislador também falou da sua saída do Podemos: “Não tenho mais identificação com o presidente. Assim, não tenho como continuar no partido com a falta de diálogo que há. Não estou saindo brigando, estive lá durante 12 anos. É só uma questão de futuro, e não vejo futuro no Podemos”.

Trindade, integrante da ala oposicionista, faz mistério sobre seu novo destino partidário e afirma que a filiação ocorrerá ainda em novembro. O irmão, vereador Maurício Trindade, pode deixar o DEM e migrar para um partido em que haja maior probabilidade de reeleição.

O vereador Alexandre Aleluia também pode sair do DEM e desembarcar no PSL. O democrata teria sido convidado pela direção estadual e vê com bons olhos o partido do presidente Jair Bolsonaro.

Atualmente sem partido, a vereadora Marcelle Moraes também buscará abrigo partidário para disputar a reeleição em 2020. Quem desejar concorrer a um cargo eletivo no próximo pleito, deverá aproveitar a janela partidária que ocorrerá em abril para não correr risco de perder o mandato.

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