ELEIÇÕES 2024
Ao menos 12 vereadores podem mudar de partido na CMS


De olho nas eleições municipais do ano que vem, muitos vereadores na Câmara de Salvador (CMS) estão articulando migração de partido. Alguns estão sendo forçados, por diversos fatores, a buscar nova agremiação, outros procuram legenda com maior possibilidade de reeleição. Inclusive, o pleito de 2020 terá como novidade a impossibilidade da coligação para os cargos do Legislativo, o que deve dificultar a conquista de uma das 43 cadeiras da Casa municipal.
Recentemente, o PV informou aos seus três vereadores, Henrique Carballal, Paulo Magalhães Júnior e Sabá, que a legenda não estará disponível para a eleição. O objetivo do partido é lançar novos nomes com maior identidade com a causa ambiental. O trio de vereadores aguarda conversas com o prefeito ACM Neto (DEM) para definir o futuro partidário.
Situação semelhante pode ocorrer no PHS, partido que integra a base governista. Em setembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou a fusão da sigla com o Podemos, legenda oposicionista na CMS. Com isso, de acordo com o líder do PHS, vereador Teo Sena, a tendência é que os quatro legisladores deixem o partido. “Até o momento, a Câmara não foi notificada sobre essa fusão. Se fundir, realmente, com o Podemos, não ficaremos. A não ser que o Podemos migre para a base do prefeito ACM Neto”, condicionou. Além de Sena, o PHS possui na Câmara os vereadores Isnard Araújo e Fábio Souza, e a vereadora Cátia Rodrigues.
O Podemos, inclusive, perdeu metade da sua bancada. Os vereadores José Trindade e Carlos Muniz anunciaram a saída do partido e buscam novo abrigo. Muniz afirma que está com conversas avançadas para se filiar ao PDT. “A tendência maior é essa, que eu vá para o PDT. Só estou esperando uma conversa com o presidente estadual do partido [deputado federal Félix Mendonça Júnior]”, apontou. O legislador também falou da sua saída do Podemos: “Não tenho mais identificação com o presidente. Assim, não tenho como continuar no partido com a falta de diálogo que há. Não estou saindo brigando, estive lá durante 12 anos. É só uma questão de futuro, e não vejo futuro no Podemos”.
Trindade, integrante da ala oposicionista, faz mistério sobre seu novo destino partidário e afirma que a filiação ocorrerá ainda em novembro. O irmão, vereador Maurício Trindade, pode deixar o DEM e migrar para um partido em que haja maior probabilidade de reeleição.
O vereador Alexandre Aleluia também pode sair do DEM e desembarcar no PSL. O democrata teria sido convidado pela direção estadual e vê com bons olhos o partido do presidente Jair Bolsonaro.
Atualmente sem partido, a vereadora Marcelle Moraes também buscará abrigo partidário para disputar a reeleição em 2020. Quem desejar concorrer a um cargo eletivo no próximo pleito, deverá aproveitar a janela partidária que ocorrerá em abril para não correr risco de perder o mandato.