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Bolsonaro “promoveu” unidade de esquerda, diz presidente do PSOL

Juliano Medeiros falou ao Isso É Bahia sobre o motivo de se aliar a Lula, mas não ao PT da Bahia

Lucas Franco
Por Lucas Franco
Juliano Medeiros se disse otimista com crescimento do PSOL na Bahia
Juliano Medeiros se disse otimista com crescimento do PSOL na Bahia - Foto: Divulgação I PSOL

A experiência de Jair Bolsonaro (PL) na presidência da República “promoveu” uma unidade de esquerda em torno da pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi o que disse o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, ao Isso É Bahia, da Rádio A TARDE FM (103.9). “Bolsonaro é uma experiência tão macabra, tão cruel, que isso tocou os dirigentes dos partidos de esquerda, com exceção de Ciro Gomes, que optou pelo isolamento político”, alegou.

Na entrevista desta terça-feira, 19, Medeiros justificou a aliança com o PT na eleição presidencial e a pré-candidatura própria na Bahia, além de tratar das eleições estaduais em outros estados.

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A proximidade de alguns partidos com a base aliada do governador Rui Costa (PT) é um dos motivos para o PSOL ter lançado sua pré-candidatura ao Governo do Estado com Kleber Rosa como cabeça de chapa. “Já há algum tempo, um projeto liderado pelo PT [na Bahia] inclui partidos que não são do campo da esquerda. São do campo conservador, que em Brasília fazem parte do famigerado centrão, que está atacando os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, atacando a legislação ambiental. É difícil falar de unidade [de esquerda] na Bahia”, alegou Juliano, ao citar o PSD como exemplo.

No entanto, em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, o PSOL está junto com as pré-candidaturas de Marcelo Freixo (PSB) e Fernando Haddad (PT). Terceiro nas intenções de voto até retirar sua pré-candidatura a governador de São Paulo, Guilherme Boulos recebeu do PT a promessa de apoio para a eleição a prefeito de São Paulo em 2024. “Pensamos que é possível tirar os tucanos do governo de São Paulo com união. E Fernando Haddad está liderando. No Rio, Claudio Castro é um bolsonarista. Na Bahia, não há essa ameaça”, opinou Juliano Medeiros.

O presidente nacional do PSOL enxerga que o partido cresce na Bahia e enxerga um bom futuro a nível local. “A Bahia foi o quinto estado em participação no congresso nacional do PSOL. Estou otimista de elegermos nossos primeiros deputados federais”.

Otimismo semelhante Medeiros sente em propor pautas para a campanha de Lula. “Estamos negociando o apoio a Lula com base em incorporação de propostas que o PSOL defende. Lançamos uma plataforma com doze pontos, chamada ‘Direito ao Futuro – Diálogos do PSOL para reconstruir o Brasil’”, defendeu.

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