ELEIÇÕES 2024
Clima de ressaca e repetição marcam penúltimo debate na TV


Num clima de "ressaca" do debate realizado no dia anterior, o penúltimo debate com os prefeituráveis de Salvador, promovido nesta terça-feira, 2, pelo Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) - TV Aratu manteve o mesmo direcionamento: o candidato ACM Neto (DEM) como alvo preferencial dos ataques, Mário Kertész (PMDB) tentando marcar posição, atirando contra os dois candidatos melhor pontuados nas pesquisas, mas com mais veemência contra o democrata, e Nelson Pelegrino (PT) dividindo com os demais a tarefa de combater o seu principal adversário. Para isso, pode contar com as críticas de Kertész e com as perguntas dirigidas pelo bispo Márcio Marinho (PRB), que lhe permitiram tanto atingir Neto quanto destacar o seu principal apelo de campanha, o alinhamento político com os governos estadual e federal.
Mesmo nesse contexto desfavorável, Neto conseguiu explorar pontos sensíveis do programa de Pelegrino, como os gastos com propaganda do governo do estado, o aumento da violência, o uso de helicóptero da polícia Militar pelo governador Jaques Wagner, como tem feito no horário eleitoral gratuito. Com intervenções de pouco impacto, a não ser quando ressaltou o aopoio do ex-ministro Geddel Vieira Lima no governo do prefeito João Henrique (PP), para fazer frente a críticas de krtész sobre a participação dos partidos - especialmente o DEM - na gestão municipal, o candidato Rogério da luz (PRTB) teve pouco espaço para a sua irreverência. Já o candidato do PSol, Hamilton Assis, manteve o discurso crítico aos projetos apresentados pelos candidatos. A novidade, onte, foi a participação do público, que, mediante sorteio, pode dirigir perguntas aos prefeituráveis em dos blocos do programa.
Intertitulo - Sem ser alvo dos candidatos que polarizam a campanha em Salvador, Kertesz endureceu nas críticas na tentativa de marcar posição e se tornar protagonista numa campanha eleitoral que divide a preferência do eleitorado basicamente entreo DEM (31%) e o PT, com 34% nas pesquisas. Os ataques constantes ao prefeito João Henrique, atingiam indiretamente o candidato democrata, já que Kertész insistia em lembrar que Neto que teve o apoio do prefeito, que liberou o PTN - que controla a secretaria dmunicipal de educação - para apoiar a sua campanha.
O prefeito, mesmo ausente, foi "presença" constante no debate. Os candidatos, ACM Neto e Márcio Marinho com menos enfase, se revezeram nas criticas, ora para responsabiliza-los por todas as mazelas de Salvador, ora para associá-lo ao adversário. Lembraram a rejeição das contas do prefeito pelo Tribunal de Contas do Municipio e a responsabilidade da Câmara de Salvador de decidir o destino político de João Henrique, que corre o risco de perder o mandato, caso o Legislativo, acompanhe o entendimento do Tribunal de Contas do Município sobre a contabilidade do Poder Executivo.
O bate-bola com Marinho permitiu que Pelegrino falasse sobre seus projetos de governo e atingisse o democrata, mas não o livrou de questionamentos sobre as contas do prefeito ou sobre a participação do PT na gestão municipal. "Mesmo com a maioria dos partidos na Câmara, o PT não bota as contas para serem votadas", cobrou Kértész, que citou as greves dos professores e da Polícia Militar para mostrar a política contraditória de Wagner.