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PROCESSO ELEITORAL

“Eleições ocorrerão normalmente”, afirma Aras a empresários

Procurador-geral da República garantiu que MPE está atento aos ataques contra a democracia

Da Redação

Por Da Redação

17/05/2022 - 16:04 h
Augusto Aras também se defendeu das acusações que têm sido leniente com os atos praticados pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) vistos como possíveis crimes
Augusto Aras também se defendeu das acusações que têm sido leniente com os atos praticados pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) vistos como possíveis crimes -

Em um almoço com empresários e advogados nesta terça-feira, 17, o procurador-geral da República, Augusto Aras, garantiu que as tensões pelas quais o Brasil passa são “normais na democracia”, e o Ministério Público Eleitoral está atento aos ataques contra a democracia e à propagação da desinformação.

“As eleições ocorrerão normalmente. As tensões são normais na democracia. O Ministério Público Eleitoral e a Justiça Eleitoral estarão atentas a ataques contra a democracia, bem como atuantes no combate às fake news”, afirmou, conforme publicou a coluna “Guilherme Amado”, do Metrópoles.

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De acordo com a coluna, para os presentes no almoço, Aras também se defendeu das acusações que têm sido leniente com os atos praticados pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) vistos como possíveis crimes. “O MP não pode escrever a todo momento uma nova Constituição nem novas leis, como alguns defendem. Alguns querem fazer a lei do seu próprio modo.”

O almoço foi organizado pelo grupo Esfera, que promove encontros entre a iniciativa privada paulista e autoridades.

Atento para a afinação do seu discurso para o público que o ouvia, Aras concentrou parte de sua fala na atuação do Ministério Público Federal em temas econômicos. “O MP não pode ser o motoqueiro que atrapalha o trânsito. A sociedade privada produtiva é mais rica que o próprio Estado e precisamos fazer com que as instituições públicas participem do processo de desenvolvimento econômico, como o MP vem fazendo”, discursou.

Entre os convidados do almoço estavam os advogados Nelson Willians, Pierpaolo Bottini e Cristiano Zanin Martins, defensor de Lula. Também participaram os empresários Flávio Rocha, acionista da Riachuelo; José Olympio, ex-CEO da Credit Suisse; Vander Giordano, executivo da Multiplan; Fernando Marques, presidente da União Química; Isaac Sidney, presidente da Febraban; Meyer Nigri, dono da Tecnisa; Claudio Lottenberg, presidente do conselho do Hospital Albert Einstein.

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