ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS
TSE tenta acordo entre Lula e Bolsonaro para fim de ataques na TV
Alexandre de Moraes propõe utilização da propaganda eleitoral apenas para veiculação de ideias de governo

O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), convocou nesta quinta-feira, 20, advogados da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Jair Bolsonaro (PL) para tentar um acordo onde as duas partes abririam mão de direitos de resposta durante as propagandas eleitorais e passariam a veicular apenas propostas de governo.
A campanha de Lula resiste a abrir mão de seu direito de defesa conquistado por determinação do próprio tribunal, que lhe concedeu 184 inserções em resposta aos ataques de Bolsonaro, dentre eles os que o associam a criminosos.
O PT julga que a proposta de acordo feita pelo presidente do TSE desequilibra a balança eleitoral, já que seu candidato foi atacado de forma intensa durante três semanas com a questão dos presídios.
Ao ser obrigado a ceder tempo de propaganda ao adversário, a pressão do clã Bolsonaro - que também ganhou direito de resposta por ter sido chamado de canibal - sobre a instância jurídica se intensificou.
Na noite desta quinta-feira, 20, a ministra Maria Cláudia Bicchianeri suspendeu a própria determinação de conceder a Lula o direito a 184 inserções no tempo destinado a Bolsonaro e remeteu o caso ao plenário, que pode derrubar definitivamente sua decisão.
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