ELEIÇÕES 2024
Neto e Pelegrino brigam como 'Tom e Jerry'

No primeiro debate entre os prefeituráveis de Salvador, após a pesquisa do Ibope que coloca o candidato petista à frente na corrida sucessória, com 34% dos votos, ficou evidente que a campanha caminha para uma polarização cada vez mais acirrada com ACM Neto (DEM), que perdeu a liderança e pontua com 31%. Pelegrino tornou-se alvo preferencial de Neto que, nos dois blocos permitidos pela organização do debate, escolheu o petista para dirigir suas perguntas.
Ao contrário de Neto, Pelegrino obteve direito de resposta às acusações, como a de que, juntamente com o PT, teria sido responsável pelo rombo de R$ 81 milhões na Secretaria Municipal de Saúde, quando o titular era Luiz Eugênio Portela, indicado pelo petista.
Nas duas horas de debate, transmitido pela Rádio Sociedade e mediado por Armando Mariani, Neto e Pelegrino travaram uma verdadeira batalha no estilo "Tom e Jerry", como destacou o irreverente candidato Da Luz (PRTB). Nem mesmo o governador Jaques Wagner (PT) foi poupado das estocadas.
Neto levou para o debate, em duas ocasiões, as acusações feitas no horário eleitoral gratuito, de que, enquanto a população enfrenta horas de congestionamentos, o governador desloca-se de helicóptero. Um prejuízo diário ao erário, segundo o candidato, de R$ 5 mil .
"O PT da propaganda anda de ônibus, mas o PT de verdade vai de helicóptero", disparou Neto. Pelegrino preferiu responder com outra acusação. "Eu não acho justo é o prefeito que Vossa Excelência ajudou a eleger em 2008 - referindo-se a João Henrique (PP) - abandonar a cidade. Ele que não tem uma gestão com capacidade financeira para tomar R$ 600 milhões para o metrô, enquanto o governo Wagner tem".
Reforçando a tese do alinhamento político, Pelegrino ressaltou que o governador está ajudando Salvador. "O governo do Estado está tomando R$ 600 milhões emprestado da Caixa Econômica para viabilizar o metrô; a presidente Dilma está colocando R$ 1,2 bilhão na cidade".
Procurado por A TARDE, Wagner afirmou que não entra em pauta de campanha. "O governador não é candidato. Permanece em suas funções, cumprindo a agenda de governo", disse a assessoria de Wagner.