SEM POLÊMICAS
Prévia do programa da chapa Lula-Alckmin é lançada
Algumas propostas não se aprofundam em temas que poderiam gerar polêmica

Por Da Redação

A chapa Lula-Alckmin teve a prévia de programa de governo lançada nesta segunda-feira, 6. O documento conta com noventa parágrafos e aborda diversos temas, mas sem maiores novidades com relação ao que já foi feito pelos dois pré-candidatos.
Com destaques ao combate à corrupção em governos do PT, papel do Estado na economia e suas políticas públicas, como o Bolsa Família, além da proposta de revogar o teto de gastos, a prévia do programa não dá profundidade a temas que poderiam gerar polêmica e desconforto com alguns setores, como o empresariado.
Um dos exemplos é a reforma tributária, citada no documento, em que não se descreve como será a distribuição de lucros. A revogação da reforma trabalhista, por sua vez, é colocada como um tema a ser negociado com empresários.
Elaborado sob a coordenação do ex-ministro do governo Lula, Aloizio Mercadante, o documento defende ainda o papel do estado no desenvolvimento econômico do país e manifesta oposição à privatizações de empresas "estratégicas" como a Eletrobrás e os Correios. Além disso, versa sobre mudanças no modus operandi da Petrobrás e pontua a importância do pré-sal, chamado de "passaporte para o futuro".
"A Petrobras será colocada de novo a serviço do povo brasileiro e não dos grandes acionistas estrangeiros, ampliando nossa capacidade de produzir os derivados de petróleo necessários para o povo brasileiro, expandindo a oferta de gás natural e a integração com a petroquímica, fertilizantes e biocombustíveis", diz o texto.
O papel das Forças Armadas no estado brasileiro, algo bastante tensionado pelo presidente Jair Bolsonaro, também é abordado no documento. Nele, a chapa do petista afirma que é "preciso superar o autoritarismo e as ameaças antidemocráticas" e que as organizações e forças de combate e de defesa do Brasil deverão "cumprir estritamente o que está definido na Constituição".
O documento será debatido por partidos aliados e será aberto para contribuições em uma plataforma digital. A expectativa é de que o programa seja enxuto para 60 páginas
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