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ELEIÇÕES 2024

Serra muda o tom do discurso, elogia ex-presidentes e se diz contrário ao aborto

Renata Giraldi e Iolando Lourenço, da Agência Brasil

Por Renata Giraldi e Iolando Lourenço, da Agência Brasil

06/10/2010 - 19:27 h

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A 25 dias das eleições, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, adotou hoje (6) um novo tom de discurso. Elogiou os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Itamar Franco, que antes não eram mencionados. Posicionou-se de forma direta em relação a temas polêmicos, como ser contrário ao aborto e ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). O candidato disse ainda que “não tem vergonha” de defender as privatizações.



“Eu nunca disse que o MST me agrada, porque não me agrada”, afirmou Serra, que participou hoje, em Brasília, de um evento organizado pelos aliados em apoio à sua candidatura. “O errado é querer enrolar. Não é errado ter convicções. Eu nunca disse que era a favor do aborto porque sou contra”, disse ele, que momentos antes cometeu um ato falho confundindo as palavras “contra” e “a favor”.



Serra também evitou citar os nomes da adversária Dilma Rousseff (PT) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas condenou o Partido dos Trabalhadores, que acusou de ter integrantes com posições dúbias que adotam “duas caras” conforme as conveniências e as circunstâncias.



O candidato tucano também falou da campanha feita pela Marina Silva, candidata do Partido verde que obteve a terceira colocação no primeiro turno das eleições presidenciais. Ele destacou o papel de Marina ao atrair os votos dos avessos à política. “A Marina é uma pessoa íntegra. A integridade foi um fator que contribuiu para a campanha dela. A Marina contribuiu para a democracia e talvez nem saiba o quanto. Ela aproximou quem não gosta de política”, disse.



Antes, Serra elogiou os exemplos de Itamar e Fernando Henrique Cardoso na Presidência da República. Segundo ele, ambos comportaram-se com o decoro esperado dos chefes de Estado. Para o candidato, é fundamental aprovar uma proposta que estabeleça regras sobre como os chefes de governo devem se comportar ao apoiar os candidatos à sucessão.



“Uma das primeiras coisas que vamos ter de fazer é aprovar uma legislação que estabeleça os marcos dos chefes do Executivo nas campanhas eleitorais. O que não fica estabelecido pelos usos e costumes, fica estabelecida em lei”, afirmou.



Serra discursou por cerca de quarenta minutos. Segundo ele, é fundamental para a democracia uma imprensa livre. “A gente pode gostar ou não do noticiário. Mas não há democracia alguma no mundo sem imprensa livre. Só tem democracia onde tem imprensa livre. Isso não significa não reclamar. Outra coisa é reprimir e fazer pressão”, disse.

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