Busca interna do iBahia
HOME > política > ELEIÇÕES 2024

CRIME EM FOZ DO IGUAÇU

Mourão afirma não ver crime político em morte de petista

Para vice-presidente, episódio é corriqueiro, acontece todo final de semana e não deve ser politizado

Da Redação
Por Da Redação
| Atualizada em
Para o vice-Presidente, assassinato de petista é apenas mais um desentendimento de fim de semana
Para o vice-Presidente, assassinato de petista é apenas mais um desentendimento de fim de semana - Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil

O vice-presidente Hamilton Mourão procurou afastar qualquer hipótese de crime político ao comentar o assassinato de Marcelo Arruda, Guarda Municipal de Foz do Iguaçu e fiiliado ao PT. Para Mourão, é apenas mais um caso lamentável que ocorre todo final de semana e não deve ser politizado.

"Não queiramos fazer a exploração política disso aí. Vou repetir o que eu estou dizendo e nós vamos fechar esse caixão. Para mim, é um evento desses lamentáveis que ocorrem todo final de semana nas nossas cidades, de gente que briga e termina indo para o caminho de um matar o outro", continuou.

Tudo sobre Eleições 2024 em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Marcelo foi morto no último sábado, quando realizava uma festa de aniversário. Segundo relatos colhidos pela polícia, o policial penal federal Jorge José da Rocha Guaranho matou a tiros o guarda municipal aos gritos de "aqui é Bolsonaro". Nas redes sociais, o apoio de Guaranho ao presidente é flagrante.

O petista conseguiu reagir e efetuou disparos contra seu agressor. A Polícia Civil do Paraná a princípio disse que Guaranho também tinha morrido, mas a informação depois foi corrigida. Ele permanece internado e sob custódia.

A delegada responsável pelo caso, Iane Cardoso, afirma que a hipótese de motivação política para o crime contra o petista é investigada. Ela foi substituída por Camila Cecconello depois que foram divulgadas postagens bolsonaristas na suas redes sociais.

Bolsonaro também se manifestou sobre o caso no domingo, 10. O presidente disse que dispensa o "apoio de quem pratica violência contra opositores", mas, no mesmo pronunciamento, atacou a esquerda.

"Dispensamos qualquer tipo de apoio de quem pratica violência contra opositores. A esse tipo de gente, peço que por coerência mude de lado e apoie a esquerda, que acumula um histórico inegável de episódios violentos", escreveu o chefe do Executivo.

A manifestação do presidente foi publicada em seu perfil nas redes sociais somente após as 19h, depois que praticamente todos os espectros políticos já haviam se manifestado em repúdio.

Nesta segunda-feira, 11, o presidente se reuniu com apoiadores e criticou a forma como está sendo divulgada a morte.

"Vocês viram o que aconteceu ontem, né? Uma briga de duas pessoas lá em Foz do Iguaçu. 'Bolsonarista não sei o que lá'. Agora, ninguém fala que o Adélio é filiado ao PSOL, né? A única mídia que eu tenho é essa que está nas mãos de vocês aí", disse Bolsonaro a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.

Adélio, autor da facada em Bolsonaro na campanha de 2018, foi filiado ao partido. Segundo as investigações, ele concebeu, planejou e executou sozinho o atentado. Foi considerado inimputável por ter doença mental e cumpre medida de segurança em um presídio federal.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Relacionadas

Mais lidas