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JAPÃO

Em discurso no G7, Lula sugere reforma do Conselho de Segurança da ONU

Lula defendeu um mundo mais democrático na tomada de decisões

Da Redação
Por Da Redação
Sessão aconteceu no Japão neste sábado, 20
Sessão aconteceu no Japão neste sábado, 20 - Foto: Ricardo Stuckert | PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um discurso durante sessão de trabalho do G7, no Japão, neste sábado, 20, com pontos sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU e sobre as metas da Agenda 2030.

No discurso, Lula defendeu um mundo mais democrático na tomada de decisões, para garantia de paz, de desenvolvimento sustentável, de direitos dos mais vulneráveis e de proteção do planeta. "Antes que seja tarde demais”.

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“O mundo hoje vive a sobreposição de múltiplas crises: pandemia da Covid-19, mudança do clima, tensões geopolíticas, uma guerra no coração da Europa, pressões sobre a segurança alimentar e energética e ameaças à democracia”, disse o presidente.

Em defesa da Agenda 2030, um plano de ação global que reúne metas de desenvolvimento sustentável para erradicar a pobreza, Lula disse que “a falsa dicotomia entre crescimento e proteção ao meio ambiente já deveria estar superada”.

“Para isso já temos uma bússola, acordada multilateralmente: a Agenda 2030.”

“Não tenhamos ilusões. Nenhum país poderá enfrentar isoladamente as ameaças sistêmicas da atualidade”, disse o petista. Ele defendeu a inclusão dos países emergentes para resolver “crises múltiplas” mundiais, que não poderiam ser resolvidas “sem que [esses países] estejam adequadamente representados nos principais órgãos de governança global”.

O presidente do executivo sugeriu, ainda, uma reforma no Conselho de Segurança da ONU para a inclusão de novos membros; “a ONU não vai recuperar a eficácia, autoridade política e moral para lidar com os conflitos e dilemas do século XXI [caso mudanças estruturais não sejam postas em práticas na organização]”.

Lula criticou o protecionismo dos países ricos e falou em “enfraquecimento do sistema multilateral de comércio”.

“A Organização Mundial do Comércio permanece paralisada. Ninguém se recorda da Rodada do Desenvolvimento. Os desafios se acumularam e se agravaram. A cada ameaça que deixamos de enfrentar, geramos novas urgências”, afirmou.

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