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Escadaria em Luis Anselmo agrava crise entre Neto e PTN

Publicado quarta-feira, 04 de fevereiro de 2015 às 09:00 h | Atualizado em 04/02/2015, 09:48 | Autor: Davi Lemos
Câmara municipal
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A construção de uma escadaria na avenida Fonseca, em Luís Anselmo, foi a faísca necessária para que a bancada do PTN abrisse fogo contra o prefeito ACM Neto na Câmara Municipal de Salvador.

Coube ao vereador Beca (PTN), empossado na segunda-feira após ida de Alan Castro para a Assembleia Legislativa, o início dos ataques que devem marcar o cenário de disputa eleitoral até outubro de 2016. Ele diz que é perseguido por Neto.

Beca é liderança do bairro de Luís Anselmo e tinha boas relações com o governo democrata até a ida do PTN para a base de apoio ao governador Rui Costa, mas na terça-feira, 3, acusou o prefeito de mandar destruir uma escadaria que estava sendo feita, em mutirão, por moradores.

Na tribuna do plenário, disse que policiais militares da Casa Militar da prefeitura teriam  ajudado a desfazer a escadaria, cuja solicitação ele havia feito há pelo menos um ano.

Em nota, a Assessoria Geral de Comunicação da Prefeitura de Salvador (Agecom) informou que a construção da escadaria já estava anunciada desde 22 de janeiro e que uma equipe da Secretaria de Manutenção (Seman) esteve no local no dia 26 para dar início às obras.

Mas a nota diz que a equipe foi impedida de iniciar os trabalhos por lideranças comunitárias ligadas a Beca; estas lideranças teriam iniciado as obras por conta própria. Na manhã de terça, a equipe da Seman voltou ao local, acompanhada por policiais militares, para desfazer a obra e refazê-la dentro de padrões técnicos corretos.

Pisar e destruir

Ainda em seu discurso na terça na Câmara, o vereador Beca afirmou que o prefeito ACM Neto prometeu que "pisaria" nele e que o "destruiria" se ele também fosse para a base de Rui Costa.

A Agecom disse que as afirmações do vereador são "mentirosas" e que o prefeito jamais se dirigiu a quaisquer dos vereadores desta forma.

No momento do discurso de Beca, estava presente no plenário o secretário municipal de Relações Institucionais, Heber Santana. "Se a perseguição fosse a linha seguida pelo prefeito, ele não teria votos de metade da bancada de oposição, como teve em projetos importantes", disse Santana.

O secretário atribui as críticas dos vereadores do PTN à proximidade do evento do rompimento, quando todos ainda estão com "ânimos à flor da pele", comentou.

Cargos

O vereador Beca, no mesmo discurso, reclamou de cerca de 300 demissões de pessoas ligadas ao PTN após a saída do partido da administração de ACM Neto.

E acusou o prefeito de contratar pessoas que não comparecem ao trabalho. "Por meio da empresa CS, ele contratou Claudio Bispo Silva, conhecido como 'Cau Me Ajude'. Ele ganha R$ 2 mil e não trabalha", acusou Beca.

O vereador Léo Prates (DEM), vice-líder do governo, disse que nem todos os funcionários da prefeitura trabalham em escritórios. "O trabalho de muitos é junto às comunidades. Isso não quer dizer que sejam agentes políticos pagos", disse.

Comenta-se, porém, que o discurso de oposição mais forte do PTN não seria pelo corte de 300, mas de 1.300 cargos que foram sendo ocupados pelo partido desde que controlava a Secretaria da Educação ainda no governo João Henrique. "Falam desses cargos como se essas negociatas fossem morais", comentou um vereador.

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