JORNADA DE TRABALHO
Escala 6x1: Angelo Coronel se manifesta sobre voto em PEC
Senador já afirmou defender negociação entre patrões e empregados


O senador e pré-candidato à reeleição, Angelo Coronel (Republicanos-BA), se manifestou, nesta quinta-feira, 28, sobre como deve votar na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que analisa o fim da escala 6x1 na Casa — o texto foi aprovado na Câmara dos Deputados, na noite de quarta-feira, 27.
O parlamentar defendeu que o assunto seja amplamente debatido antes de a Câmara Alta tomar uma decisão. Apesar disso, criticou o fato de a proposta ter sido apresentada às vésperas das eleições, que serão realizadas em outubro.
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Segundo o republicano, a forma como a análise está ocorrendo no Congresso Nacional tende apenas a beneficiar o presidente Lula (PT), que tem a matéria como uma das principais bandeiras à reeleição.
"Vou analisar o voto com o nosso partido. Eu já tenho uma tese, eu defendo sempre a negociação entre empregador e empregado, porque eu acho que os dois lados têm que ser contemplados", afirmou Coronel antes da cerimônia que concedeu ao ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), a Comenda 2 de Julho, na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).
Senado como contrapeso
"Você não pode fazer nenhum projeto unilateralmente, porque todos os dois lados têm que ser ouvidos, e até então só foi ouvido um lado. Espero que o Senado venha a ser o peso e o contrapeso para que saia com algo que realmente venha a beneficiar tanto quem emprega, quem gera emprego e também aquele que precisa do emprego para sobreviver”, acrescentou.
Ao contrário de Coronel, que ainda não se decidiu, os outros dois senadores da Bahia, Jaques Wagner (PT-BA) e Otto Alencar (PSD-BA), já se posicionaram a favor da redução da jornada de trabalho.
Fim da escala 6x1: como votaram os deputados da Bahia nos dois turnos
A aprovação do fim da escala 6x1 na Câmara dos Deputados contou com o apoio massivo da bancada baiana. Dos 39 parlamentares, apenas três não votaram na proposta que beneficia milhares de trabalhadores brasileiros.
O projeto de lei foi votado em dois turnos. No primeiro, o placar na Bahia ficou 37 deputados favorários e dois ausentes: Adolfo Viana (PSDB) e João Carlos Bacelar (PL).
Logo no início do registro, o deputado Capitão Alden (PL) chegou a ser contra ao projeto, mas, recuou da decisão e votou a favor nos dois turnos.


