Governo pode ser investigado pelo TCU por compra de vacina indiana com sobrepreço de 1000%

Publicado terça-feira, 22 de junho de 2021 às 15:23 h | Atualizado em 22/06/2021, 15:46 | Autor: Da Redação

A compra da vacina indiana Covaxin por parte do governo brasileiro por um sobrepreço de 1000% do valor negociado há seis meses deve se tornar alvo de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU).

Documentos do Ministério das Relações Exteriores, revelados pelo jornal Estado de S. Paulo, comprovam que o governo Bolsonaro comprou a vacina por cerca de US$ 15 a dose, o equivalente a R$ 80,70 na época, em um negócio intermediado pela importadora Precisa Medicamentos.

Em agosto do ano passado, um telegrama sigiloso da fabricante Bharat Biotech oferecia por US$ 1,34 a dose - cerca de R$ 7,20. Outra mensagem enviada em dezembro, diz que o imunizante produzido na Índia "custaria menos do que uma garrafa de água".

Segundo informações da coluna Radar, da revista Veja, o ministro do TCU, Vital Rêgo, deve ser designado para o caso das vacinas superfaturadas, se a representação chegar no Tribunal.

A ordem para aquisição das vacinas partiu do próprio presidente Jair Bolsonaro. As negociações demoraram cerca de três meses para serem concluídas, prazo curto em comparação a outros acordos do governo brasileiro, como por exemplo pela Sputnik V e Pfizer.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid aprovou na semana passada a quebra de sigilos telefônico, fiscal e bancário de um dos sócios empresa Precisa Medicamentos, que intermediou o acordo entre o governo e a fabricante indiana.

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