Grupo da Lava-Jato é desligado da PGR; órgão diz que já era previsto

Publicado domingo, 28 de junho de 2020 às 13:25 h | Atualizado em 28/06/2020, 13:28 | Autor: Da Redação

A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu nota neste domingo, 28, informando que o desligamento de quatro procuradores do grupo que trabalhava na Lava-Jato já estava previsto no órgão e que não vai acarretar prejuízo nas investigações.

Em nota, a PGR diz que os quatro integravam a equipe na gestão anterior. Eles teriam pedido desligamento e foram readmitidos na administração atual, a fim de auxiliar a Coordenação da Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Há cerca de um mês uma das integrantes do grupo retornou à unidade onde está lotada e, na última sexta-feira, 26, outros três se desligaram, antecipando o retorno para as Procuradorias da República nos municípios de origem.

Ainda segundo a PGR, os profissionais continuarão prestando serviços às comunidades para onde retornarão.

Entenda o caso

O grupo de procuradores pediu demissão após divergências com o procurador-geral da República, Augusto Aras. Eles estariam insatisfeitos com uma suposta diligência indevida feita pela subprocuradora-geral Lindôra Araújo junto ao Ministério Público Federal (MPF) de Curitiba.

Então, a força-tarefa da Lava-Jato na PGR enviou um ofício a Aras e à Corregedoria do MPF, onde manifestava 'estranhamento' com a conduta de Lindôra por realizar uma 'busca informal' de dados dos arquivos da operação no ano de 2014.

Ainda na nota, a PGR explica que a Lava-Jato "não é um órgão autônomo e distinto do MPF", devendo "obedecer todos os princípios e normas internos" da instituição.

"Com a redução natural dos trabalhos no grupo da Lava-Jato, decorrente de fatores como a restrição do foro por prerrogativa de função determinada pelo STF, a demanda existente continuará a ser atendida por assessores e membros auxiliares remanescentes, sem qualquer prejuízo para as investigações", explica a nota.

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