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Justiça suspende venda de lotes públicos em Correntina após denúncia de favorecimento político do prefeito Maguila

A decisão judicial foi tomada depois após duas ações populares

Da Redação
Por Da Redação
Imagem ilustrativa da imagem Justiça suspende venda de lotes públicos em Correntina após denúncia de favorecimento político do prefeito Maguila
Foto: Divulgação
Eleições 2026

A cidade de Correntina, no Oeste da Bahia, situada a 915 km da capital, foi surpreendida por uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia que suspendeu a venda de lotes públicos realizada pelo prefeito Nilson José Rodrigues, mais conhecido como Maguila.

A decisão judicial foi tomada depois que duas ações populares denunciaram que o prefeito estaria usando esses terrenos como moeda de troca para garantir apoio político.

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As denúncias afirmam que o prefeito Maguila teria oferecido lotes públicos a cidadãos em troca de apoio político para seu aliado e candidato a prefeito Pretinho. As provas apresentadas foram consideradas fortes o suficiente para a Justiça decidir suspender a venda dos lotes até que as investigações sejam concluídas.

Essas ações populares ferem princípios constitucionais, como a impessoalidade e a moralidade administrativa, configurando um grave desvio de função. Além disso, a suposta troca de favores ameaça a integridade do processo democrático na cidade.

A Decisão da Juíza de Direito Bruna Sousa de Oliveira diz: “Ante todo o exposto, DEFIRO A TUTELA DE URGÊNCIA para determinar a suspensão dos efeitos do Decreto Municipal de Correntina/BA n.º 222/2024, de 27 de junho de 2024 e, por reverberação, do Edital de Leilão n. 001/2024, determinado a suspensão do leilão e da alienação de qualquer imóvel localizado no loteamento denominado “JARDIM DAS ÁGUAS”, até decisão ulterior”.

E conclui: “Intimem-se por Oficial de Justiça de Plantão o Prefeito do Município de Correntina/BA, a procuradoria municipal e a leiloeira NINA CHAMADOIRO DE MATOS, esta última a ser cumprido na Avenida Beira Rio, centro Correntina/BA, espaço público Ranchão”.

Em sua defesa, o prefeito Maguila negou as acusações e afirmou que recorrerá da decisão. Ele argumentou que a venda dos lotes faz parte de um plano de desenvolvimento urbano para Correntina, e que as denúncias seriam uma manobra política para prejudicar sua gestão.

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