Lobista não aparece para depor, CPI aciona polícia e Randolfe ameaça prisão preventiva

Publicado quinta-feira, 02 de setembro de 2021 às 12:19 h | Atualizado em 02/09/2021, 12:23 | Autor: Da Redação

O lobista Marconny Nunes Ribeiro Albernaz de Faria não compareceu ao Senado na manhã desta quinta-feira, 2, quando deveria depor á Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia. Os membros do colegiado não conseguem identificar o depoente, que no momento passou a ser tratado como foragido e é procurado pela polícia legislativa.

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O vice-lider da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) declarou que se Marconny Albernaz não for localizado ele irá pedir a prisão preventiva da testemunha. Na condição de testemunha da comissão, o lobista da Precisa é obrigado a se apresentar ao Senado.

"Caso a gente não consiga localizá-lo para conduzi-lo ao depoimento no dia de hoje, irei requisitar a prisão preventiva dele", declarou Randolfe. "Vamos pedir a prisão preventiva e emitir um comunicado imediato à Interpol para uma eventual evasão dele do território nacional."

Randolfe também lembrou que a CPI tem prerrogativa para realizar "condução sob vara". "Condução coercitiva não existe mais no nosso ordenamento jurídico. O que existe é condução sob vara em decorrência da ausência de testemunha para depor. A caracterização da ausência de testemunha para depor, segundo os termos do Código de Processo Penal, tem como consequência a imediata requisição para autoridade policial conduzir a testemunha", destacou.

Marconny Faria possui habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite a ele ficar em silêncio e não responder a perguntas que possam incriminá-lo. A decisão pela concessão do habeas corpus foi da ministra Cármen Lúcia. No entanto, o comparecimento não foi desautorizado, como ocorreu com o depoente da última quarta-feira, 1º, o motoboy, Ivanildo Silva.

Na tarde de quarta-feira, 1º, a CPI recebeu um atestado médico dando conta que Marconny estaria internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), então, ligou para o hospital para tomar conhecimento da condição de saúde de Marconny.

Durante á noite, o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP), informou que o médico responsável por fornecer o atestado retirou o documento alegando que percebeu que o depoente estava "fingindo".

"O médico que concedeu o atestado do Sr. Marconny Faria, entrou em contato conosco e disse que foi ele que concedeu o atestado, mas que notou uma simulação por parte do paciente e que deseja cancelar o mesmo", postou Randolfe.

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