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ELEIÇÕES 2026

Lula faz cobrança a aliados após avanço de Flávio Bolsonaro

Em reunião, presidente deu sinais de frustração com a dificuldade de conversão das ações do governo em votos

Yuri Abreu
Por
| Atualizada em
Após viagem à Colômbia, Lula participa de COP15 no Brasil
Após viagem à Colômbia, Lula participa de COP15 no Brasil - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula (PT) fez uma cobrança a aliados por mais rapidez na estruturação da pré-campanha presidencial. A exigência vem no momento em que o principal adversário na eleição de outro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vem aparecendo bem nas pesquisas recentes de intenção de voto.

O mandatário deu sinais de frustração com os resultados desses levantamentos, assim como a dificuldade de conversão das ações do governo em votos. Ele se queixou ainda, segundo a Folha, da lentidão em reagir ao avanço bolsonarista.

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No encontro estavam presentes alguns dos principais nomes da coordenação, como o presidente do PT, Edinho Silva, que será o coordenador geral; o ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli, que coordenará a elaboração do programa de governo; e o ex-prefeito de Diadema (SP) José de Filippi Jr., que será o tesoureiro.

Embate político

Após a reunião, a cúpula do PT deu aos deputados da sigla a missão de acirrar o embate político com a oposição, focando especialmente no caso Banco Master. A orientação é para aumentar a repercussão das declarações de Lula sobre o tema e colar o escândalo de fraude financeira no bolsonarismo.

Entre auxiliares do presidente, a avaliação é a de que o campo adversário avançou na montagem dessa estrutura da pré-campanha.

Ainda aos parlamentares, Edinho Silva instruiu que os parlamentares reproduzissem mais o discurso de Lula e buscassem maior alinhamento à comunicação do governo. Foi mencionada como exemplo a associação do caso Master à gestão de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central, ainda no governo de Jair Bolsonaro (PL).

Trump e governadores bolsonaristas

Outra recomendação é para vinculação do aumento de combustíveis à guerra iniciada pelos EUA. A estratégia é lembrar que o presidente americano, Donald Trump, é apoiado pelos bolsonaristas.

Além disso, a ideia é questionar por que governadores apoiados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não aderiram à proposta do governo federal para que abram mão da receita do ICMS sobre combustíveis, permitindo a redução do preço ao consumidor.

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