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Lula defende auxílio de Bolsonaro e diz que país é governado por Guedes

Publicado às | Atualizado em 20/10/2021, 09:40 | Autor: Rodrigo Aguiar
Petista minimizou possível uso eleitoreiro de benefício pelo presidente | Foto: Xando Pereira | Ag. A Tarde
Petista minimizou possível uso eleitoreiro de benefício pelo presidente | Foto: Xando Pereira | Ag. A Tarde -
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Alvo de críticas do mercado financeiro pela possibilidade de aumento dos gastos acima do teto, o "novo Bolsa Família" planejado pelo presidente Jair Bolsonaro foi defendido nesta quarta-feira, 20, pelo ex-presidente Lula (PT), em entrevista ao programa Isso é Bahia, da Rádio A TARDE FM.

O Palácio do Planalto chegou a desistir de uma cerimônia na terça, 19, na qual seria anunciado o Auxílio Brasil. O plano é pagar em média R$ 400 por família.

Ao comentar o temor do mercado e um possível uso eleitoreiro do benefício pelo adversário, Lula defendeu o pagamento do auxílio, até em valores maiores. "Eu estou vendo agora o Bolsonaro dizendo que vai dar um auxílio emergencial de R$ 400 que vai durar até o final do ano que vem. E tem muita gente dizendo que a gente não pode aceitar porque é um auxílio emergencial eleitoral. Eu não penso assim. O PT pediu um auxílio de R$ 600. O que queremos é que ele dê um auxilio de R$ 600. Se ele vai tentar tirar proveito disso, é problema dele e da sabedoria do povo. Se alguém acha que vai ganhar o povo porque vai dar um salário emergencial de R$ 600, paciência. Não podemos querer que o povo continue na miséria por conta das eleições", disse.

O ex-presidente afirmou não acreditar "em modelo econômico que não coloca o pobre no orçamento". "Quando ele participa na receita construída pela sociedade, ele vira um consumidor, um cidadão de primeira classe, pode participar do dinamismo da economia. Foi isso que a gente fez e quer fazer", apontou.

Para o petista, o país vive uma situação "delicada" por ser "governado" pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. "Acho que o Brasil precisa dar uma parada e reconstruir o país, porque já provamos que ele pode ser melhor. Em 2008, esse país era a 6ª economia do mundo", comparou.

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