Ministro na greve dos caminhoneiros em 2018, Jungmann diz que Bolsonaro lidera movimento atual

Publicado quinta-feira, 09 de setembro de 2021 às 15:11 h | Atualizado em 09/09/2021, 15:14 | Autor: Da Redação

Com a experiência de ter acompanhado a greve dos caminhoneiros em 2018 como ministro da Defesa, Raul Jungmann afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo que o atual presidente Jair Bolsonaro é o verdadeiro "líder" do movimento atual.

"O líder é o presidente da República", diz Jungmann, destacando a diferença nos dois momentos vividos pelo país. O ato neste 7 de setembro que refletiu ainda no bloqueio de estradas por parte de caminhoneiros nesta quinta-feira, 9, foi estimulado por Bolsonaro e por apoiadores.

Ministro no governo Temer, Jungmann lembra que em 2018 foi preciso acionar as Forças Armadas para auxiliar na liberação das vias bloqueadas que prejudicou o abastecimento de combustíveis e alimentos em todo o país.

"Naquele momento, surgiu um sindicalismo em rede. Nós fizemos uma reunião com sindicatos, fizemos foto, e a greve só piorou depois. Isso porque é algo disperso, de grupos que falam entre si. Com quem você negocia?", contou.

Naquela época, as manifestações prejudicaram a imagem do governo que já estava desgastado e Bolsonaro já surfava na onda ao ser associado ao movimento dos caminhoneiros, ainda que fosse visto com desconfiança pelo mercado.

Jungmann reforça que a principal diferença nas duas ocasiões é a motivação política de agora, incentivada pelo presidente. Em 2018, Temer cedeu e acatou mudanças na política de preço do diesel, mas agora a crise tem ao seu lado o próprio presidente Bolsonaro, que instiga a categoria ao passo que o Brasil sofre com a alta na inflação e avanço da fome.

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