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ALAGOAS

Ministros do STF vêem 'interferência política' em ação da PF

Diligência teve como alvo o governador do estado, Paulo Dantas (MDB), opositor de Arthur Lira e Bolsonaro

Fernando Valverde
Por Fernando Valverde
Imagem ilustrativa da imagem Ministros do STF vêem 'interferência política' em ação da PF
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) enxergaram como clara tentativa de interferência no processo eleitoral a ação da Polícia Federal que teve como alvo o governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), opositor do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

Dantas está sendo investigado por um desvio de R$ 54 milhões na Assembleia Legislativa do estado. A investigação aponta ele chefiou um esquema com servidores fantasmas para desviar dinheiro da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). A Polícia Federal cumpriu 31 mandados de busca e apreensão em locais como a ALE e a sede do governo. As casas de Paulo Dantas e dos seus familiares também foram investigadas.

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Segundo a coluna da jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, os magistrados trocaram mensagens alertando para a influência sobre o eleitor que ações policiais, feitas de forma espalhafatosa, podem ter às vesperas do pleito.

Dantas foi afastado por determinação da ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Laurita Vaz, que, de acordo com Renan Calheiros, é bolsonarista e não tem competência legal para tomar a decisão.

Renan acusa Lira de estar usando o "aparelhamento do Estado" para tentar ganhar a eleição fora das urnas. "Levou uma surra. Vencemos em 84 de 102 cidades, inclusive na capital, Maceió", disse.

Lira negou a interferência e disse não possuir ligações com o comando da PF no estado. Disse ainda que Renan estaria politizando o assunto e que a decisão do STJ deve ter respaldo jurídico.

"O senador Renan gosta de politizar. Gosta. E talvez ele tenha tido mais informações do que eu para estar com medo de operação da Polícia Federal. Eu não vou entrar no mérito, eu só acho que uma decisão do STJ neste calibre deve ter respaldo jurídico muito forte ou fatos muito contundentes para ter acontecido", afirmou Lira.

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