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MPF denuncia Eduardo Cunha ao STF por corrupção

Publicado quinta-feira, 20 de agosto de 2015 às 16:56 h | Atualizado em 21/01/2021, 00:00 | Autor: Da Redação e Reuters
Eduardo Cunha
Eduardo Cunha -
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O Ministério Público Federal apresentou nesta quinta-feira, 20, denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por suspeita de envolvimento nas irregularidades investigadas pela operação Lava Jato, informou a assessoria de imprensa do STF. Ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O empresário Júlio Camargo, um dos delatores da Lava Jato, diz que pagou R$ 5 milhões em propina para Cunha. De acordo com ele, o dinheiro foi pago pessoalmente ao parlamentar.

O doleiro Alberto Youssef, principal operador da propina no esquema da Petrobras, também disse que ajudou Julio Camargo a repassar o dinheiro para Cunha e outros políticos.

Mais cedo, durante almoço em Brasília e antes do anúncio oficial, Cunha evitou falar sobre o assunto. "Se tiver fato, eu comento o fato. Não vou comentar absolutamente nada", disse o deputado a jornalistas. Mas nesta quarta, 19, quando circulou a notícia de que ele seria denunciado, Cunha teria dito a colegas que divulgaria uma nota alegando que foi vítima de "acordão" para tentar enfraquecê-lo

O líder do PMDB na Bahia, Geddel Vieira Lima, considerou o fato do presidente da Câmara ser denunciado como "desagrável", mas disse que não se pronunciaria sobre o assunto enquanto "não soubesse o teor da denúncia e quais são as provas" contra o parlamentar. Enquanto isso, Geddel afirmou que não mudará sua opinião sobre Cunha.

Questionado sobre uma possível renúncia do presidente da Câmara, o peemedebista disse que isso "só perguntando a ele. Ele fala que não vai renunciar".

Réu

O STF ainda precisa aceitar a denúncia para que Cunha seja considerado réu no processo. Além do peemedebista, o procurador-geral da República Rodrigo Janot também denunciou o ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL). A PGR não divulgou dados sobre a acusação feita contra o senador, alegando que é sigilosa.

A ex-deputada federal Solange Almeida, atual prefeita de Rio Bonito (RJ), também foi denunciada por corrupção passiva. Janot solicita a restituição do que adquirido com dinheiro de propina, além da reparação pelos danos causados à Petrobras e administração pública.

Desde março, a PGR pediu a abertura de inquérito contra 54 pessoas, sendo que 37 são políticos de seis partidos diferentes.

As penas para o crime de lavagem de dinheiro vão de três a 10 anos de prisão, além de pagar multa. Já para corrupção passiva, a pena varia de dois a 12 anos de reclusão e multa.

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