'Não vai me usar como muleta', responde Rui Costa à provocação de João Roma sobre Sputnik

Publicado terça-feira, 30 de novembro de 2021 às 08:51 h | Atualizado em 30/11/2021, 08:54 | Autor: Luiz Felipe Fernandez

Provocado em rede social pelo ministro da Cidadania João Roma, o governador da Bahia, Rui Costa (PT) disse que não vai permitir ele tente lhe fazer de "muleta" para ganhar projeção na política baiana.

O republicano, que chamou o caso da Sputnik V, vacina russa contra a Covid-19, de "fracasso do PT", é pré-candidato ao governo da Bahia e pretende representar o presidente Jair Bolsonaro no estado.


"Eu entendo o esforço que o ministro de Bolsonaro está fazendo, mas não servirei de muleta para ele se projetar na política da Bahia [...] o esforço dele é enorme para tentar explicar o desastre do pior presidente da República que a gente já teve na história do Brasil, um presidente que negou vacina ao povo", rebateu Rui em entrevista à rádio Sociedade na manhã desta terça-feira, 30, relembrando a decisão do governo federal de ignorar as tentativas de negociação pela Pfizer.

"O governo se negou a comprar e impediu que estados e municípios tivessem acesso à Sputnik, mas não vou polarizar com o ministro. Entendo as dificuldades dele ser ministro do pior presidente da história, não é fácil, e ainda tentar representar esse governo na Bahia não é fácil. Mas não vou dar a ajuda que ele tanto precisa", acrescentou.

TERCEIRA VIA

Rui se mostra pouco crente em uma terceira via alternativa a Lula e Bolsonaro em 2022. Indagado sobre possíveis alianças após a filiação do atual presidente ao PL, e até uma possível dissidência do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, do PSDB, derrotado por João Doria nas prévias, para se unir a ACM Neto (DEM), o governador diz que o próximo ano será movido à "polarização".

De um lado, estarão aqueles que apoiaram e ainda dão sustentação ao atual governo. Do outro, aqueles que fazem oposição. Neste cenário, diz Rui, todos que "andaram de mãos dadas" com Bolsonaro serão lembrados pelo povo.

"O recado é para todos que andaram de mãos dadas, que votaram e elegeram ele, que o apoiou durante três anos e meio, que andou abraçado com ele. Como vira agora para as pessoas e diz que não tem nada mais a ver com isso? Vocês provocaram isso tudo [...] o povo acompanhou quem votou e pediu voto a ele, quem deu sustentação, quem pegou emendas no orçamento secreto", advertiu.

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