Neto rejeita especulações sobre vice e aliança com Bolsonaro

O pré-candidato a governador da Bahia afirmou que diálogos partidários irão definir os caminhos para a chapa majoritária

Publicado terça-feira, 14 de dezembro de 2021 às 11:51 h | Atualizado em 14/12/2021, 13:03 | Autor: Fernando Valverde e Léo Sousa

O pré-candidato ao governo do Estado, ACM Neto (DEM/UB), afirmou que ainda não tomou qualquer decisão sobre quem será o seu candidato a vice para as eleições de 2022.

De acordo com o ex-prefeito de Salvador, a recente fusão com o PSL, para a formação do União Brasil, e as negociações com a esfera nacional ainda irão determinar as alianças que serão formadas regionalmente para o pleito e só a partir daí, com a posição de todos partidos aliados, será tomada uma decisão.

"Estamos começando agora as conversas sobre as articulações de 2022. Eu havia dito que após o dia 2 de dezembro, nós daríamos início aos entendimentos com os partidos políticos e aproveitarei os próximos meses para intensificar essas conversas. Não há prazo ou data prevista e essas escolhas [do vice-governador e do candidato ao Senado] serão consequências desse diálogo. Primeiro, é preciso ver quais serão os partidos que estão dispostos a marchar conosco e aqueles que tiverem dispostos terão assento à mesa para opinar e contribuir com a escolha dos nomes", ponderou.

Neto rejeitou ainda qualquer especulação sobre uma possível aliança com o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), para o pleito regional ou para a construção de palanque para a reeleição do chefe do Executivo nacional na Bahia. 

A tendência, é que Bolsonaro lance João Roma (Republicanos) como seu candidato e que o UB feche aliança em torno da candidatura do ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) após recuo no lançamento de candidatura própria.

"Todos sabem que vai completar um ano da última conversa que tive com o presidente da República, em oportunidade na qual eu ainda era prefeito de Salvador. De lá para cá não houve qualquer diálogo com o governo. Eu tinha que cumprir anteriormente uma função institucional por conta da Prefeitura e agora, à frente do Democratas e pré-candidato a governador, não vi motivos para construir nenhuma pauta em conjunto ou tratar de qualquer tema político com o presidente da República", ponderou.

Perfil do vice

Após voltar a ser questionado sobre quem será seu vice no pleito, o ex-prefeito afirmou que ainda não decidiu sequer o perfil do candidato, que poderá ser uma indicação mais conservadora ou ainda uma surpresa. De acordo com ele, o desejo é que as conversas partidárias avancem para que o nome seja apresentado até o início de abril.

"Em 2012, quando disputei a prefeitura e tivemos uma campanha vitoriosa, ninguém especulava que eu iria apresentar o nome de Célia Sacramento do PV como minha vice. Então qualquer nome que surja agora, não passa de especulação. Não avaliei pessoalmente ninguém ainda e podem surgir surpresas. Pode ser que a gente opte por buscar nomes de políticos consolidados e testados nas urnas ou pode ser que a gente opte por nomes que ainda não tenham passado por esse teste. Tudo isso será feito com base nas conversas que acontecerão", finalizou.

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