Busca interna do iBahia
HOME > POLÍTICA
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

LEI 15.397

Nova lei: furto de celular e de cabos agora dá até 10 anos de prisão

Veja a análise do advogado Marcelo Duarte sobre o novo rigor penal

Jair Mendonça Jr
Por
| Atualizada em

Siga o A TARDE no Google

Google icon
Furto de celular agora dá até 10 anos de prisão
Furto de celular agora dá até 10 anos de prisão - Foto: Freepik

Uma mudança no Código Penal brasileiro entrou em vigor nesta semana, prometendo endurecer o combate aos crimes que mais afetam o cotidiano das grandes cidades.

Publicada no Diário Oficial da União em 04/05/2026, a Lei 15.397/2026 foca no rigor contra o patrimônio e a infraestrutura tecnológica.

Tudo sobre Política em primeira mão!
Entre no canal do WhatsApp.

Em entrevista ao portal A TARDE, o advogado criminalista e professor de Processo Penal, Marcelo Duarte, analisou os impactos da nova legislação e explicou como o Judiciário deve se comportar diante do novo cenário.

Rigor contra furtos e roubos

De acordo com o novo texto legal, o furto simples agora prevê pena de 1 a 6 anos de prisão. No entanto, o maior impacto está nos crimes qualificados.

Furto de cabos agora dá até 10 anos de prisão
Furto de cabos agora dá até 10 anos de prisão | Foto: Reprodução internet

O furto de fios, cabos e equipamentos de energia ou internet passa a ter pena de 2 a 8 anos, uma resposta direta aos constantes apagões de conectividade causados pelo vandalismo.

Já o roubo de celulares e computadores teve sua pena-base elevada para o patamar de 6 a 10 anos. Segundo Duarte, a lei tenta criar uma barreira clara entre o crime comum e o uso da tecnologia para o crime.

Imagem ilustrativa da imagem Nova lei: furto de celular e de cabos agora dá até 10 anos de prisão
| Foto: Acervo pessoal

“A nova lei tenta diferenciar duas situações bem distintas. De um lado, o furto tradicional — por exemplo, alguém que pega um celular sem que a vítima perceba. De outro, temos a fraude eletrônica, que envolve tecnologia — como invasão de contas ou golpes digitais. Se houve manipulação digital para enganar a vítima, a tendência é aplicar a pena mais grave (4 a 10 anos)”, explicou o advogado ao A TARDE.

Latrocínio e o desafio da defesa

O crime de latrocínio (roubo seguido de morte) teve sua pena ampliada para o intervalo de 24 a 30 anos de reclusão. Com o novo mínimo de 24 anos, Duarte ressalta que a estratégia jurídica deve mudar.

“Com a pena mínima subindo para 24 anos, a margem do juiz realmente ficou menor. A grande discussão agora deixa de ser só o ‘quanto’ de pena e passa a ser ‘qual crime’ de fato ocorreu. A defesa passa a focar em tentar demonstrar que não houve latrocínio propriamente dito, mas outro crime”, pontuou.

Golpes digitais e estelionato

A lei também criou uma nova modalidade para a fraude eletrônica, com pena de 4 a 8 anos para crimes cometidos via redes sociais ou e-mails fraudulentos. Sobre isso, o professor alertou sobre a validade das provas em entrevista ao portal:

“A criação desse tipo penal exige cuidado. Nem todo golpe pela internet é automaticamente essa nova modalidade. Além disso, em crimes digitais, prints de tela isolados não bastam — é preciso garantir a autenticidade com perícia e respeito à cadeia de custódia”.

A lei vale para crimes antigos?

Para quem já responde a processos, Marcelo Duarte tranquiliza sobre o princípio da irretroatividade.

“A lei penal mais severa não retroage. Crimes cometidos antes de 4 de maio de 2026 continuam sendo julgados pela lei antiga. O réu não pode ser surpreendido por um aumento de pena depois do fato já ocorrido”, concluiu.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Tags:

Código Penal Brasileiro Furto de Cabo Furto de celular

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
Furto de celular agora dá até 10 anos de prisão
Play

Vídeo: Ex-prefeito explica discussão com PM em evento de grau na Bahia

Furto de celular agora dá até 10 anos de prisão
Play

Jerônimo Rodrigues se emociona com relato de jovem quilombola em Irecê

Furto de celular agora dá até 10 anos de prisão
Play

Reviravolta no Congresso: queda de Jorge Messias entrega vantagem ao bolsonarismo

Furto de celular agora dá até 10 anos de prisão
Play

Aborto: indicado ao STF, Jorge Messias se diz "totalmente contra" a prática

x