ECONOMIA
Nova regra da nota fiscal: pescador artesanal da Bahia será afetado?
Ministro da Pesca, Edipo Araujo, explicou nova portaria ao portal A TARDE

O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, afirmou, na manhã desta quinta-feira, 16, em entrevista ao portal A TARDE, que pescadores artesanais da Bahia não serão prejudicados pela nova regra do governo federal que exige nota fiscal para comprovar a origem do pescado.
Embora defenda a regulamentação do setor, o ministro reconheceu a realidade da informalidade e afirmou que a medida não deve afetar quem vende de forma informal ou diretamente ao consumidor.
“Hoje, a lei diz que o pescado precisa passar pelo sistema de inspeção. Porém, sabemos que nós já nos alimentamos de pescados provenientes da compra direta com o pescador, quando estamos na praia, por exemplo. Será que esse pescado não tem qualidade? Vamos dialogar com o setor e entender quais são as exigências para que possa ocorrer essa venda direta”, explicou.

A nova mudança estabelecida pelo governo federal, segundo ele, muda apenas a venda para a indústria. Na Bahia, a atividade pesqueira é a principal fonte de renda para mais de 147 mil trabalhadores.
O portal A TARDE participou do programa Bom Dia, Ministro desta quinta.
Confira:
Mas o que mudou com a nova regra?
Na semana passada, os Ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicaram a Portaria Interministerial nº 54, que estabelece a nota fiscal como documento oficial de comprovação de origem do pescado proveniente da pesca e da aquicultura.
A medida já está em vigor e substitui normas anteriores, com a promessa de simplificar procedimentos, aumentar a fiscalização e dar mais segurança para quem trabalha no setor.
Na prática, funciona da seguinte forma:
- pescadores e produtores precisam emitir nota fiscal ao vender o pescado para empresas;
- empresas e mercados devem exigir esse documento na compra;
- fiscais passam a usar a nota fiscal como base principal de verificação.
Com isso, o governo reduz a exigência de documentos paralelos e tenta evitar entraves burocráticos que, muitas vezes, travavam a comercialização, especialmente na venda para a indústria.
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Regra evita prejuízo por atraso burocrático
O ministro Edipo Araujo explicou ainda que outro ponto importante da nova portaria é a criação de uma autodeclaração para quem está com cadastro em análise no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP).
Segundo ele, o trabalhador que já pediu atualização cadastral, mas ainda aguarda resposta, não precisa esperar mais três meses e pode preencher uma autodeclaração que permite continuar operando temporariamente.
“Essa portaria trouxe uma desburocratização para o setor que não estava conseguindo desembarcar por conta da burocracia e colocar seu pescado dentro da indústria pesqueira”, reforçou o ministro.
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