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O pior é que está tudo documentado, diz Mauro Cid sobre caso das joias

Ex-ajudante do ex-presidente Jair Bolsonaro trocou mensagens com Fábio Wajngarten

Da Redação
Por Da Redação
Mauro Cid é ex-ajudante de ordens de Bolsonaro
Mauro Cid é ex-ajudante de ordens de Bolsonaro - Foto: Antônio Cruz | Agência Brasil

O tenente-coronel Mauro Cid, braço-direito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mandou mensagens ao advogado e ex-secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, após a descoberta do colar e brincos de diamantes presenteados pelo governo saudita à presidência. Em um dos trechos ele diz que "o pior é que está tudo documentado", com relação ao escândalo. As informações são da jornalista Juliana Dal Piva, do UOL.

Em outro diálogo, Cid enviou uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo revelando o valor das peças de R$ 5 milhões, e que elas foram apreendidas no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, em 2021. A reportagem também cita o assessor do ex-ministro de Minas Bento Albuquerque que estava com as joias no aeroporto e que o Bolsonaro tinha tentado recuperar os itens antes de ir para os Estados Unidos, em 2022.

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Ao receber a reportagem, Wajngarten respondeu: "Eu nunca vi tanta gente ignorante na minha vida". Não fica claro a quem ele se refere, mas Cid concorda dizendo: "Difícil mesmo. O pior é que está tudo documentado".

O advogado questiona como isso está documentado, e Cid envia diversas mensagens, que foram apagadas, e por isso não é possível dizer o que foi escrito. A PF apura um esquema de desvio de presentes dados à Presidência e desviados para o patrimônio pessoal de Jair Bolsonaro.

Também no dia 3 de março, Cid enviou um áudio dizendo que "O presidente só ficou sabendo no final do ano, quando o chefe da Receita [Federal] avisou que tinha um bem presenteado para ele que estava ali. Então foi só bem no final do ano que ele ficou sabendo. Não sei dizer a data. Tanto que, em 2022, ninguém tocou nisso aí. Por isso, que entrou para leilão porque ficou mais de um ano". Na época, o chefe da Receita Federal era Julio César Vieira Gomes.

Cid faz referência a um leilão da Receita Federal, de itens apreendidos por sonegação fiscal. Mas após o escândalo, a medida foi suspensa e o caso das joias passou a ser investigado.

Horas depois, Wajngarten encaminhou diversas perguntas para Cid sobre onde estaria o segundo pacote de joias que incluía o kit rosé da grife de luxo Chopard que entrou clandestinamente no Brasil. Ele perguntou onde estava o kit. Cid disse: "Ele recebe centenas de presentes. Ele nem sabe o que ele recebeu nesses quatro anos". Wajngarten então pergunta: "Mas onde está o acervo dele neste momento?". "Não sei", responde Cid.

Wajngarten questiona: "Quem cuida?". Cid então é evasivo e fala de outro auxiliar de Bolsonaro, Marcelo Câmara. "Deve estar em algum depósito. Cel Câmara".

Irritado, Wajngarten escreve: "Não pode ser. Pergunte a ele aí e a Célio e ao Pedro". Célio Faria e Pedro Souza foram chefes de gabinete de Jair Bolsonaro na Presidência, Faria também chegou a ser ministro da Secretaria de Governo. Cid encaminha uma foto do conjunto masculino e escreve que "não fala onde está o acervo".

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Bolsonaro Caso das joias mauro cid

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