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Operação Faroeste: Desembargadora presa é afastada do TJ-BA por um ano

Bruno Luiz
Por Bruno Luiz
| Atualizada em

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Desembargadora é acusada de receber propina para dar decisões favoráveis em processo | Foto: Divulgação | TJ-BA
Desembargadora é acusada de receber propina para dar decisões favoráveis em processo | Foto: Divulgação | TJ-BA -

O ministro do Superior Tribunal de Justiça, Og Fernandes, determinou o afastamento do cargo, por um ano, da desembargadora Sandra Inês Rusciolelli. Integrante do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), ela foi presa temporariamente, nesta terça-feira, 24, pela Polícia Federal, na quinta fase da Operação Faroeste. A magistrada é acusada de envolvimento no esquema de venda de sentenças relacionadas a processos sobre posse de terras no Oeste baiano.

Além da desembargadora, foram presos também o advogado Vado Rusciolelli Azevedo, filho dela e considerado como seu operador financeiro nas irregularidades, e o advogado Vanderlei Chilante, que atua no estado do Mato Grosso (MT). A decisão estabeleceu que Sandra também não poderá acessar as dependências da tribunal e nem se comunicar com servidores da Corte.

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Além dos mandados de prisão, o trio foi alvo de mandados de busca e apreensão na operação desta terça. Sócio da Bom Jesus Agropecuária, o empresário Nelson Vigolo também foi alvo de busca e apreensão. A empresa é suspeita de pagar propina para receber decisões favoráveis da desembargadora em processos que envolvem disputa de 300 mil hectares de terra no oeste do estado. O caso é considerado no Judiciário como o maior caso de disputa de terras do país.

A Operação Faroeste teve início em novembro do ano passado, quando o STJ afastou dos cargos os desembargadores Gesivaldo Britto, Maria da Graça Osório Pimentel Leal, Maria do Socorro Barreto e Olegário Monção Caldas, além dos juízes Marivalda Moutinho e Sérgio Quadros Sampaio. Maria do Socorro e Sérgio continuam presos.

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