POLÍTICA
Policial federal faz greve contra extinção de cargo

Os policiais federais da Bahia devem aderir à greve nacional da categoria marcada para a quarta-feira (15) em protesto contra a intenção do Ministério da Justiça enviar para o Congresso Nacional o anteprojeto de Lei Orgânica elaborado pelo Governo Federal, que é repudiado pelos trabalhadores pelo fato de extinguir os cargos de papiloscopista e escrivão. Os serviços de expedição de passaporte, controle de entrada de passageiros nos terminais aéreos e marítimos, além das operações policiais devem ser afetadas na semana do início do carnaval (quando aumenta muito a entrada de visitantes no Estado e a circulação de entorpecentes devido à festa) com o movimento de advertência dos agentes que vai durar 24 horas.
O presidente do Sindicato dos Policiais Federais da Bahia, João Carlos Sobral, criticou duramente o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos e o diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, pelo que qualificou de verdadeiro presente de grego deixados pelos dois antes de sair dos seus postos.
Eles fizeram muita coisa ruim para a categoria durante suas administrações e agora, quando estão se despedindo, resolveram encerrar as gestões com esse anteprojeto muito prejudicial à categoria, disse, explicando que, se as mudanças foram de fato aprovadas, não apenas vai se evitar a entrada de novos profissionais na PF, mas os papiloscopistas e escrivães que trabalham no órgão, terâo que ficar à disposição da PF, mas sem trabalhar. Quer dizer, vão ser mandados para casa recebendo sem trabalhar, justamente num momento em que a segurança pública do País passa por essa crise tão grande.
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