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Político citado no caso Marielle se defende: “Não mandei matar"

Ronnie Lessa delatou o político em acordo com a Polícia Federal

Publicado terça-feira, 23 de janeiro de 2024 às 17:29 h | Atualizado em 23/01/2024, 17:38 | Autor: Da Redação
Domingos Brazão é conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro
Domingos Brazão é conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro -

O ex-deputado estadual, Domingos Brazão, que atualmente atua como conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), negou ter sido o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. “Não mandei matar Marielle”, disse Brazão em entrevista ao portal Metrópoles. Ele foi citado nas apurações do caso há mais de três, mas as investigações andaram pouco no período – até a entrada da Polícia Federal no circuito, em 2023.

A pressão sobre o empresário aumentou com a notícia de que ele teria sido delatado pelo ex-PM, Ronnie Lessa, como mandante do assassinato da vereadora, em 2018. A delação ainda não teria sido homologada pela Justiça.

Brazão diz viver um drama injusto. “Mas não tira mais meu sono”, disse ele nesta terça-feira, 23. Para o político, “ninguém lucrou mais com o assassinato da vereadora do que o próprio Psol”. Membro de uma família de políticos, ele nega conhecer Lessa, Élcio, que confessou ter dirigido o carro para o atirador no dia do crime, e a própria Marielle. Também faz questão de dizer que nunca teve relação com milicianos.

Ele afirmou não temer a investigação, e que o uso de seu nome pode ser parte de uma estratégia dos executores do crime para proteger alguém. “Outra hipótese que pode ter é a própria Polícia Federal estar fazendo um negócio desse, me fazendo sangrar aí, que eles devem ter uma linha de investigação e vão surpreender todo mundo aí.”

Há rumores de que o seu nome foi citado tanto na delação do Élcio quanto na delação do Lessa. Por que iriam te citar em vão?

São duas coisas distintas. Eu não sei se realmente eles citaram o meu nome. Esse é o primeiro ponto e vamos tratar disso. O segundo ponto é que, se citaram, não sei com que intenção, então não sei se é uma manobra aí. Isso aí eu, eu, não posso julgar, não sei o que foi feito.

Eu quero te dizer: você não tá tirando meu sono, não, tá? Tá me aborrecendo, mas não tá tirando meu sono não. Tenho fé em Deus, acredito na Justiça. Se estão falando meu nome para proteger alguém, o desafio das autoridades vai ser sentar e entender quem estão protegendo. Certo? Ou, a outra hipótese que pode ter é a própria Polícia Federal estar fazendo um negócio desse, me fazendo sangrar aí, que eles devem ter uma linha de investigação e vão surpreender todo mundo aí. Não posso pensar em outra coisa. Não tenho medo de investigação. Não conheço essas pessoas. Nunca vi essas pessoas. Mas eu não vou perder o foco, vou continuar trabalhando. Já me aborreceram.

O que o senhor acha da hipótese de que caciques do PMDB estavam com raiva de Marcelo Freixo por ter supostamente ajudado a Lava Jato a prender o ex-presidente da Alerj Jorge Picciani, assim como o filho dele? E que, por isso, houve uma ordem para executar Marielle como recado ao Freixo?

Quer dizer, então, que eu sou o bandido? As pessoas querem matar alguém e me procuram? Picciani me procurou para várias coisas, para fazer campanha, para o Senado, para tudo. Então, sou o cara? Me escondo… Essa não cola. Estão dando superpoder ao Freixo, o que só interessa ao Psol. Essas coisas não colam. O que eu posso dizer disso é que é uma grande bobagem. É um troço descabido.

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