POLÍTICA
Precária infraestrutura compromete atendimento

A desejada informatização do Judiciário passa ao largo do 2° Cartório de Registro de Títulos e Documentos e Pessoas Jurídicas, no Comércio. Há apenas uma máquina de datilografar da marca Faciti e dois computadores encaixotados há mais de um ano, porque a rede elétrica do local não comporta os equipamentos.
“São muitos documentos que entram. E, como não há informatização, temos de procurar os arquivos nos livros antigos; os arquivos são imensos e velhos”, disse a escrevente Maria Gorete. O caso é uma mostra da situação dos cartórios, marcada por precária infraestrutura de atendimento à população.
Rosália dos Santos, 40 anos, cozinheira, chegou às 10 horas no Registro Civil de Brotas, na quarta-feira, 18, mas não encontrou mais fichas para tirar uma certidão de nascimento pela manhã. “Tive de sair para fazer um lanche. Só consegui ficha às 13h30. Estou perdendo um dia todo de trabalho para resolver uma coisinha dessa”, disse.
Às 15h, ela ainda esperava por atendimento. E veio a má notícia: “O sistema saiu do ar”. “E agora?”, perguntou a reportagem. “Esperar, que jeito!”, retrucou Rosália. Situação parecida enfrentou Valmir dos Santos, 69 anos, que chegou às 10h30 a fim de registrar a neta no cartório, mas precisou sair para reconhecer firma no fórum. E, às 15h30, novamente no cartório, esperava ser atendido.
“Disseram que não ia demorar, mas até agora...” Oficial de registro civil substituta, Isabela dos Santos Ferreira, diante da reportagem, desabafou: “Meu horário de trabalho já acabou. Saio daqui às 17h sem almoçar, trabalhamos fora do nosso horário. Não temos condições de dar conta de tudo. Somos agredidos. O TJ sabe de tudo”.