POLÍTICA
Prefeito comemora socorro de última hora ao Carnaval
O “desabafo” do prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) às vésperas do Carnaval deu resultados. Estas foram as declarações dele ao chegar na noite de domingo ao camarote da cantora Daniela Mercury. “Depois de saber que Salvador estaria com dificuldades de custear a festa, algumas empresas procuraram pelo consórcio Tudo-OCP em cima da hora para salvar a nossa festa”, comentou o prefeito.
João Henrique não soube precisar todas as empresas que saíram em socorro à prefeitura depois que ele disse que tiraria dinheiro da saúde e da educação para custear a festa, mas citou como exemplo a multinacional Wall Mart e a Petrobras com uma ajuda direta aos blocos afros e afoxés. “Os detalhes desses contratos quem tem é o Maurício Magalhães da OCP”, disse.
A crise financeira internacional foi um dos motivos alegados pelo prefeito de Salvador para a fraca arrecadação nas empresas privadas com o objetivo de custear a festa. Dos R$ 30 milhões que a prefeitura necessita para cobrir as despesas com a folia, o consórcio Tudo-OCP, coordenado pelo publicitário Nizan Guanaes, conseguiu captar apenas R$ 6 milhões, 50% do que a prefeitura esperava dos patrocínios privados, de acordo com o prefeito.
Uma semana antes do início oficial da festa, João Henrique agendou uma série de encontros com empresários brasileiros com o objetivo de arrecadar recursos. “Apesar de ser a mesma empresa que captou recur sos no ano passado, a arrecadação foi metade do que esperávamos por causa da crise”, lembrou o prefeito na noite de domingo, durante visita ao cama rote de Daniela Mercury.
No camarote, João Henrique assistiu à passagem da cantora ao lado de Nizan Guanaes e do ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima. “Este ano, com a crise financeira internacional, as grandes multinacionais se retraíram e são estas empresas as grandes financiadoras de festas internacionais como é o Carnaval de Salvador”, disse João Henrique.
Segundo o prefeito, esta ajuda de última hora foi fundamental para garantir o sucesso da festa e ajudou o poder público a “amadurecer” sobre aspectos da organização do Carnaval. “A queda da arrecadação provocada pela crise financeira internacional nos preocupou, mas eu diria que o Carnaval geratantos empregos, tanta renda, tantos hotéis lotados na cidade que, neste ano, a crise internacional ficou distante de Salvador”, concluiu.
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