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Prefeito de São Francisco do Conde continua foragido

Flávio Oliveira, do A TARDE
Por Flávio Oliveira, do A TARDE

Equipes da Polícia Civil continuaram, ontem, as diligências para cumprir o mandato de prisão do prefeito de São Francisco do Conde, Antônio Pascoal Batista (PP), acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de desvio de recursos públicos, formação de quadrilha e falsificação de documentos.

Segundo o delegado-chefe João Laranjeira, há informações de que Pascoal estaria na Bahia. Ainda assim, enviou comunicação sobre o político foragido a polícias de outros Estados.
Além de Pascoal, estão foragidos o seu ex-secretário de Finanças Aroldo Pereira e o empresário Eugênio Queiroz de Oliveira. Foram presos apenas o ex-prefeito Osmar Ramos e o empresário Juscélio Parente, sócio de Oliveira. Segundo o MPE, os cinco teriam fraudado documentos para, em março do ano passado, justificar pagamento de R$ 2,05 milhões ao Hospital São Rafael, que disse ter ter recebido apenas R$ 436 mil.

A denúncia sobre o suposto esquema foi feita pela primeira vez por reportagem de A TARDE publicada em 17 de dezembro do ano passado. A mesma reportagem também denunciou que a saúde municipal foi terceirizada para empresa em nome de um cabeleireiro usado como laranja. O inquérito do MPE sobre o caso ainda está em apuração.

CLIMA – A população de São Francisco do Conde ainda não sentiu a falta de um gestor. Talvez pela continuidade dos serviços públicos, talvez pelo costume: Pascoal é o terceiro prefeito a assumir o cargo em um período de um ano e meio.Antes dele, passaram Antônio Calmon Calmon (DEM) e Dario Rego (PSDB).

Os dois também foram acusados de corrupção. Funcionários públicos e desempregados sentaram-se na principal praça da cidade, poucos falaram com a imprensa. Segundo vereadores, Pascoal empregou cerca de seis mil pessoas na prefeitura. Aqueles contratados por tereirizadas estão com salários atrasados há dois meses.

A tranqüilidade da população contrastava com a tensão dos vereadores, que, motivados pelo decreto de prisão, tentaram instalar uma comissão especial de investigação contra o prefeito. Após bateboca e suspensão da sessão por cinco minutos, a presidente da Câmara, Sônia Batista, ex-mulher de Pascoal, usou o regimento para só se pronunciar sobre a instalação da CEI na sessão da semana que vem.O vice-prefeito, Raimundo Teixeira, não foi localizado na cidade.

Ele ainda não assumiu. O advogado eleitoral Ademir Ismerim afirmou que é a Câmara que empossa o vice. Se houver resistência, caberá aos vereadores provocar a presidente da Câmara para tomar a atitude, e se, mesmo assim, ela resistir, caberá aos vereadores adotar medida judicial.

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