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POLÍTICA

Prefeito, vice e secretário divergem sobre teste do metrô

João Pedro Pitombo

Por João Pedro Pitombo

10/05/2012 - 23:24 h

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O prefeito João Henrique Carneiro (PP) afirmou nesta quinta, 10, que a fase de pré-operação do metrô deve começar em julho deste ano e terá duração de 12 meses. O cronograma contraria a informação dada ao jornal A TARDE pelo secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa, que previu uma duração de cinco meses para a fase de testes. O vice-prefeito, Edvaldo Brito, por sua vez, diz que o prazo é de 12 meses, mas o período exato vai depender da celeridade da concorrência pública para escolha do consórcio que vai capitanear a parceria-público privada.

A partir da escolha do consórcio que vai gerir as linhas 1 e 2 do metrô, a responsabilidade sobre os testes passará para a iniciativa privada. Segundo o secretário de Transportes e Infraestrutura do município, José Matos, caberá ao governo do Estado definir se os testes prosseguirão até a fase de operação comercial, o que deve acontecer apenas em 2014. O prefeito João Henrique também defende que não haja interrupção. “Defendo que não haja esta lacuna entre o fim dos testes e o início da operação. Depois que a população estiver acostumada a fazer o trajeto em seis minutos (de metrô), você vai dizer que eles vão fazer em 40 (de ônibus)? O que é isso!”, exclamou.

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O secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa, reiterou que o período de duração da pré-operação estará atrelado ao tempo de escolha do consórcio que vai gerir o sistema. Com assinatura dos contratos, a continuidade dos testes dependerá do parceiro privado. “Defendemos que o metrô continue em uso para não desgastar os equipamentos. Mas como esta operação será bancada é um ponto que ainda será avaliado no arranjo institucional e jurídico da PPP”, destaca.

Sobre o prazo para o início da pré-operação, Costa ressalta que vai depender da velocidade do período de conclusão do termo de acordo entre Estado e prefeitura, do período de formalização do pedido de recursos à União e do tempo de resposta do governo federal para liberação dos R$ 32 milhões.

Licitação - O secretário José Matos, por sua vez, garante que, mesmo sem a liberação dos recursos, o edital de licitação para contratação da empresa que será responsável pelos testes deve ser publicado no final da próxima semana. O valor do contrato, que poderá ser reduzido de acordo com as propostas das empresas interessadas, será de R$ 51 milhões.

Este orçamento é cerca de 59% maior do que os 32 milhões que o governo baiano se comprometeu a buscar junto à União. Segundo José Matos, a prefeitura vai trabalhar para obter do governo federal os outros R$ 19 milhões que faltam para manter a operação. Caso o dinheiro não venha, a prefeitura poderá complementar com recursos do tesouro municipal.

Mão de obra - Além de bancar a pré-operação, parte dos R$ 51 milhões servirá para a compra do maquinário do pátio de manutenção do Acesso Norte, ao custo de R$ 14 milhões, além da implantação do sistema de bilhetagem, que demandará investimento de R$ 4,5 milhões. Sobre a mão de obra que vai atuar durante a fase de pré-operação do metrô, o secretário José Matos diz que os funcionários serão terceirizados, vinculados à empresa que vencer a licitação para a pré-operação.

O prefeito ressalta que a fase de pré-operação dos trens será gradual e o cronograma estará previsto no edital. “Eles devem começar com dois dias por semana para ampliar para quatro e depois passar a operar diariamente”, explica João, destacando que o cronograma não tem relação com o período das eleições: “Coincidiu que (os testes) fossem no ano de 2012. Fico feliz porque eles serão iniciados ainda na nossa gestão”.

O secretário José Matos contestou a informação dada por Rui Costa de que a operação comercial do metrô depende da conclusão dos pátios na estação Acesso Norte. “O secretário Rui Costa não é da prefeitura, pelo que me consta, para saber se tem ou não tem pátio de manobras”, alfinetou. Segundo ele, tanto o pátio de manobras quanto o de manutenção estão prontos, sendo que o segundo só dependeria da instalação do maquinário.

Rui Costa preferiu não polemizar sobre o assunto. “O que posso dizer é que o Estado entende que chegamos a um bom entendimento com a prefeitura para resolver o problema em definitivo”, disse.

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