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Prefeitos devem participar do combate à violência

 Carolina Pimentel, da Agência Brasil
Por Carolina Pimentel, da Agência Brasil

Brasília - A participação dos prefeitos no combate à violência no país é imprescindível. A avaliação é do sociólogo e autor da pesquisa Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008, Julio Jacobo Waiselfisz.



De acordo com o pesquisador, além das políticas estaduais e nacional, os novos prefeitos precisam aplicar as medidas de segurança. Ele citou Diadema, em São Paulo, como exemplo de município que conseguiu reduzir os índices de violência com a adoção de medidas “simples e sérias”.



A cidade paulista, segundo Waiselfisz, diminuiu o índice de 150 homicídios por 100 mil habitantes, em 2000, para cerca de 45 homicídios por 100 mil habitantes. Ele citou algumas ações implantadas na cidade, como a Lei Seca e a abertura das escolas públicas nos finais de semana.



“É condição necessária a participação do prefeito no combate à violência”, disse o sociólogo à Agência Brasil.



Lançado em janeiro deste ano, o Mapa da Violência revelou que 556 municípios, cerca de 10% do total, concentram 73,3% dos homicídios ocorridos no país. As cidades com as taxas médias mais elevadas foram Coronel Sapucaia (MS), Colniza (MT), Itanhangá (MT) e Serra (ES). Elas registraram mais de 100 homicídios para cada 100 mil habitantes.



Júlio Jacobo Waiselfisz, que também é diretor de Pesquisas do Instituto Sangari, destacou que a população deve cobrar das autoridades a aplicação das políticas de segurança. “A população não têm que cumprir o papel de segurança. Ela tem que exigir”, enfatizou.

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